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Archive for novembro \29\UTC 2011

Quer saber mais? – Dispositivos de iniciação do BIOS

Um dispositivo de iniciação é qualquer dispositivo que deve ser iniciado antes da carga do sistema operacional.

Isto inclui os dispositivos de entrada como o teclado e dispositivos de saída como o Monitor, os dispositivos de armazenamento como drive de disquete, disco rígido, CD-ROM, etc.

Aqui temos em  especial os dispositivo  que podem carregar o sistema operacional (em antigas máquinas PC, o drive de disquete e o disco rígido).

Em uma BIOS moderna, o usuário pode selecionar vários dispositivos para fazer a iniciação, por exemplo disquete, Superdisk, Disco Rígido, SCSI, Cdrom, Zip drive, ou USB (USB-FDD, USB-ZIP, USB-CDROM, USB-HDD).

Podemos instalar o Windows, como exemplo, no primeiro disco rígido e o Linux no segundo, alterando apenas os parâmetros da BIOS, podemos modificar qual sistema operacional a carregar a qualquer tempo.

Ainda, ao iniciar o processo de iniciação, a CPU do computador executa a instrução localizada no registrador de memória FFFFFFFF0h do BIOS.

Este registrador de memória corresponde a última posição de memória da BIOS.

Ele contém uma instrução que faz com que a execução seja desviada para o local no BIOS onde começa o programa inicial.

Este programa executa um auto-teste (POST), que é um teste para verificar o funcionamento de diversos dispositivos no computador.

O BIOS busca em uma lista de dispositivos pré-configurados até encontrar um que pode ser o dispositivo de iniciação. Se não encontra este dispositivo, um erro é apresentado e o processo de iniciação termina.

Se o dispositivo de iniciação é encontrado, o BIOS carrega e executa o MBR (Registro mestre de iniciação). Em muitos casos, o MBR verifica a tabela de partições em busca de uma partição ativa. Se uma partição ativa é encontrada, o MBR carrega e executa o setor de iniciação da partição. O setor de iniciação é específico do sistema operacional, entretanto em muitos sistemas sua principal função é carregar e executar o núcleo (Kernel).

2011 11 29

Lançado iOS 5.0.1, corrigindo aquele problema de duração da bateria

A Apple liberou ao público geral o iOS 5.0.1, atualização que corrige vários problemas no sistema e traz algumas melhorias.

Entre os problemas corrigidos estão alguns que faziam o sistema gastar mais energia, resultando em um menor tempo de duração da bateria quando comparado ao iOS 4.x no mesmo dispositivo.

A atualização ainda traz gestos multitarefa para o iPad original (a primeira versão), correções de erros no Documentos na Nuvem, e melhorias no reconhecimento de voz para usuários australianos.

Uma grande novidade no iOS 5 em si foi a forma como o sistema lida com as atualizações e com o computador.

O iOS 5 é independente de PC/Mac, podendo ser comandado pelo próprio aparelho.

A configuração inicial ao ligar um produto pela primeira vez não depende mais de um computador e, de fato, é possível manter um iPhone, iPad ou iPod touch sem precisar conectá-lo em nenhum momento a um PC ou Mac.

Como resultado as atualizações também podem ser entregues via OTA (over the air), direto no aparelho.

Quem atualiza pelo iTunes precisa baixar toda a imagem do sistema, um arquivo gigantesco com várias centenas de MB. Mas quem for atualizar pelo próprio aparelho precisará pegar apenas um arquivo com cerca de 40 MB, dependendo do produto.

Voyager muda de motores para durar mais 10 anos

As sondas Voyager são os objetos construídos pelo homem que estão mais distantes da Terra

A sonda espacial Voyager 2 recebeu e obedeceu à ordem para passar a operar com seu conjunto de propulsores de backup.

As sondas Voyager 1 e Voyager 2 são equipadas com seis pares de propulsores – três primários e três de backup – para controlar seus movimentos e seu posicionamento nos eixos X, Y e Z.

A mudança permitirá que a sonda de 34 anos de idade reduza a quantidade de energia que consome, até agora gasta para manter operacionais os propulsores anteriormente não utilizados.

A mudança permitirá o desligamento do aquecedor que mantém quente o duto de combustível para o propulsor primário.

Isto vai poupar cerca de 12 watts de potência. A “usina atômica” em miniatura que abastece a sonda atualmente produz cerca de 270 watts de eletricidade.

A redução no consumo de energia vai permitir que a sonda continue a operar por mais uma década, mesmo como a queda contínua de potência de seu reator, conforme sua fonte de radioisótopos vai se exaurindo.

O comando foi enviado no último dia 4 de Novembro. A confirmação do comando e de seu resultado chegou nesta segunda-feira, dia 15.

A Voyager 2 está hoje a cerca de 14 bilhões de quilômetros da Terra, em uma região conhecida como heliosheath, a camada mais externa da heliosfera, onde o vento solar, que flui vindo do Sol, é freado pela pressão do gás interestelar.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=vovo-yager-muda-motores-durar-mais-10-anos&id=010130111115&ebol=sim

2011 11 21

NASA desenvolve material super-negro

Uma seção da cobertura do material foi retirada para que se possa visualizar o alinhamento vertical dos nanotubos de carbono. A cor cinza é falsa - caso contrário, tudo o que se veria seria um belo retângulo escuro. - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010160111109-nasa-multibanda.jpg

Engenheiros da NASA criaram um novo material capaz de absorver mais de 99% da luz que o atinge.

Embora já existam materiais artificiais capazes de absorver até 99,9% da luz visível, este novo material absorve não apenas a luz visível, mas também a ultravioleta, a infravermelha e a infravermelha distante.

O material é resultado da deposição de nanotubos de carbono sobre uma pastilha de silício.

Quando a luz atinge o material, ela é aprisionada pelos pequenos nanotubos. Usando nanotubos de paredes múltiplas – com várias camadas de carbono – os cientistas conseguiram que vários comprimentos de onda fossem aprisionados.

“Os testes de reflectância mostraram que nossa equipe aumentou em 50 vezes a capacidade de absorção do material,” disse John Hagopian, coordenador do grupo.

Os testes também revelaram que o novo material super absorvente terá grande utilidade em aplicações espaciais, sobretudo nos sensores de telescópios que precisem observar a luz vinda do espaço em vários comprimentos de onda.

Ele poderá ser usado, por exemplo, para eliminar brilhos indesejados, capturando a luz de fundo para evitar que ela reflita e interfira com a luz que os cientistas estejam tentando medir.

Esta alta capacidade de absorção permitirá a observação de objetos tão distantes no universo que os astrônomos não conseguem vê-los em luz visível, ou aqueles em áreas de alto contraste, incluindo planetas orbitando outras estrelas.

Hagopian afirma que haverá usos também aqui na Terra, em estudos sobre os oceanos ou a atmosfera. Mais de 90% da luz que chega aos instrumentos de monitoramento ambiental vem da atmosfera, poluindo o fraco sinal em que os cientistas estão interessados.

Como o material não reflete virtualmente nenhuma luz, ele parece totalmente escuro não apenas aos olhos humanos, mas também a vários sensores usados em astronomia e em outras aplicações.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nasa-material-super-negro&id=010160111109&ebol=sim

2011 11 21

Experimento obtém novos resultados sobre propriedades de neutrinos

Observação de um neutrino batendo em um próton em uma câmara de bolhas. A colisão ocorreu no ponto onde emanam três faixas da direita da fotografia.

O neutrino é uma partícula subatômica sem carga elétrica e que interage com outras partículas apenas por meio da interação gravitacional e da força nuclear fraca.

É conhecido por suas características extremas: é extremamente leve (algumas centenas de vezes mais leve que o elétron), existe com enorme abundância (é a segunda partícula mais abundante do Universo conhecido, depois do fóton) e interage com a matéria de forma extremamente débil (cerca de 65 bilhões de neutrinos atravessam cada centímetro quadrado da superfície da Terra voltada para o Sol a cada segundo.

Agora, cientistas do experimento Double Chooz, com importante participação de físicos brasileiros, detectaram o desaparecimento de antineutrinos do elétron a curta distância.

Este resultado ajuda a determinar o até então desconhecido terceiro ângulo de mistura dos neutrinos, uma propriedade fundamental com consequências importantes para a física de partículas e astropartículas.

A colaboração Double Chooz estuda neutrinos capturados em um detector instalado próximo aos dois reatores da usina nuclear próxima à cidade de Chooz, na França.

A medida deste terceiro ângulo completa o quadro de oscilações de neutrinos, como descrito por outros experimentos, e abre novas perspectivas para entender porque só encontramos matéria e nenhuma antimatéria no nosso Universo atual.

A colaboração Double Chooz estuda neutrinos capturados em um detector instalado próximo aos dois reatores da usina nuclear próxima à cidade de Chooz, na França - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010130111118-double-chooz.jpg

Neutrinos são as partículas mais comuns existentes no Universo, mas são as menos visíveis.

Eles ficaram famosos recentemente, quando cientistas acreditam ter observado neutrinos viajando mais rápido do que a luz.

Eles existem em três tipos, chamados de “sabores”, e são conhecidos desde o final dos anos 90 por sua capacidade especial de mudar de um tipo para outro. Este fenômeno é chamado de oscilação de neutrinos e implica que os neutrinos têm massa.

Oscilações de neutrinos são atualmente um campo de pesquisa muito ativo, com vários experimentos buscando uma descrição completa do mecanismo.

Neutrinos são produzidos de várias formas, como por processos de fusão no interior do Sol e pelos raios cósmicos que bombardeiam a atmosfera.

Os três diferentes sabores de neutrinos estão relacionados com os léptons carregados que são seus parceiros: elétron, múon e tau.

O experimento Double Chooz – que integra universidades e institutos de pesquisa do Brasil, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, Rússia, Espanha e EUA – se dedica a medir oscilações de neutrinos com precisão sem precedentes, ao observar antineutrinos produzidos num reator nuclear próximo.

Esse experimento começou a coletar dados há seis meses. Na conferência LowNu 2011, na Coréia do Sul, na semana passada, a colaboração anunciou seus primeiros resultados, relatando novos dados consistentes com oscilações de curto alcance. Este resultado é baseado na observação do “desaparecimento” de antineutrinos no fluxo esperado produzido pelo reator nuclear.

Apesar de esta ser a interpretação corrente, alguns cientistas acreditam que não exista um antineutrino, mas que os neutrinos são suas próprias antipartículas, e estão tentando provar isto em um experimento chamado EXO (Enriched Xenon Observatory), nos Estados Unidos.

As oscilações do neutrino dependem de três parâmetros de mistura, dos quais dois são grandes e foram medidos anteriormente.

O terceiro ângulo de mistura chamado θ13 (lê-se “teta um três”) não tinha sido bem medido até agora e só havia um limite superior para seu valor. A colaboração Double Chooz, observando o “desaparecimento” de antineutrinos do elétron, apresenta evidência para oscilações envolvendo o terceiro ângulo com o seguinte valor: sin2 (2θ 13)= 0,085 ± 0,051. A probabilidade de não haver oscilação dada pelos resultados preliminares é apenas 7,9%.

A medida do último ângulo de mistura “θ 13” (teta13) é crucial para futuros experimentos destinados a medir a diferença entre oscilações de neutrinos e antineutrinos (violação de CP no setor leptônico). Além disso, este ângulo está relacionado indiretamente com a origem da assimetria entre matéria e antimatéria no Universo.

“O terceiro ângulo de mistura é atualmente o elo perdido da física de neutrinos. Medi-lo com precisão é a chave para abrir a porta para uma nova física, além do modelo padrão da física de partículas, e agora estamos muito perto disso”, disse Herve de Kerret, pesquisador do CNRS da França e porta-voz da colaboração Double Chooz.

Em junho de 2011, foram relatados por experimentos de aceleradores os primeiros sinais de oscilação de neutrinos do múon para neutrinos do elétron, envolvendo este terceiro ângulo.

A colaboração Double Chooz, que utilizou um detector localizado a uma distância de cerca de 1.000 m dos núcleos dos reatores, ao observar o “desaparecimento” de antineutrinos do elétron, apresenta evidências complementares e importantes de oscilação também envolvendo o terceiro ângulo de mistura.

A precisão da medida vai aumentar ainda mais ao longo do tempo e após o início da operação, no final de 2012, de um segundo detector localizado a uma distância de 400 m do primeiro. Nessa última distância, nenhuma transformação significativa em outro tipo de neutrino é esperada. Mas, combinando os resultados dos dois detectores, o valor de sin2 (2θ 13) poderá ser determinado com precisão ainda maior.

O alvo do detector é composto de 10 m3 de cintilador líquido desenvolvido especificamente para este experimento. O cintilador é dopado com gadolínio, a fim de marcar os nêutrons provenientes do decaimento beta inverso induzido pelos antineutrinos do reator.

O alvo está cercado por camadas de outros líquidos que o protegem contra outras partículas e radioatividade do meio ambiente. O alvo é visto por 390 fotomultiplicadoras imersas no líquido cintilador, que convertem as interações em sinais eletrônicos.

Estes sinais são processados em um sistema de aquisição de dados, que está pronto para coletar dados ao longo dos próximos cinco anos.

A contribuição brasileira ao experimento Double Chooz envolve atualmente sete pesquisadores: João dos Anjos (coordenador), Ademarlaudo Barbosa, Herman Pessoa Lima Jr, Iuri Pepe e Gustavo Valdiviesso (todos do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – CBPF), Ernesto Kemp (UNICAMP) e Pietro Chimenti (UFABC).

A colaboração brasileira consistiu no desenvolvimento e construção de uma eletrônica capaz de medir a energia dos múons cósmicos que cruzam o detector.

Isto possibilitará identificar e rotular múons altamente energéticos e candidatos a produzir nêutrons por espalação, uma das fontes mais importantes de ruído para eventos de neutrinos. A eliminação desse ruído permitirá reduzir os erros sistemáticos na medida de teta13.

A eletrônica foi projetada no CBPF e os módulos para o detector mais distante estão sendo construídos em cooperação com indústrias brasileiras e serão adicionados ao detector central em março de 2012 por ocasião de uma parada para manutenção.

Fonte: Internet,  http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=propriedades-neutrinos&id=010130111118&ebol=sim

2011 11 21

Processador analógico imita o cérebro

A corrente elétrica flui ao longo dos transistores de forma semelhante ao movimento dos íons ao longo dos canais iônicos em uma célula - ou seja, este é um processador analógico. - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010810111117-chip-neural-mit.jpg

Pesquisadores criaram um processador inteiramente eletrônico que imita o funcionamento das sinapses cerebrais.

Como o cérebro não é digital, como os processadores eletrônicos, os cientistas decidiram criar um processador analógico.

Usando cerca de 400 transistores, o chip neuromórfico imita como os neurônios cerebrais se adaptam em resposta a novas informações – um fenômeno conhecido como plasticidade cerebral.

A corrente elétrica flui ao longo dos transistores de forma semelhante ao movimento dos íons ao longo dos canais iônicos em uma célula.

Ou seja, o chip não é digital, ele é analógico, como o cérebro humano.

Os pesquisadores construíram os transistores para que eles imitassem a atividade dos diferentes canais iônicos presentes nas ligações entre os neurônios.

“Nós podemos ajustar os parâmetros do circuito para replicar canais iônicos específicos,” explicou Poon. “Nós agora temos um mecanismo para capturar qualquer um dos processos iônicos que ocorrem em um neurônio.”

O novo processador neuromórfico não imita unicamente os disparos dos neurônios, ele reproduz as condições de geração dos potenciais de ação que levam ao disparo dos neurônios.

“Se você quer realmente imitar o cérebro de forma realística, você tem que fazer mais do que disparar os neurônios. Você precisa capturar os processos intracelulares, que são baseados em canais iônicos,” explica Poon.

Dean Buonomano, professor de neurobiologia da Universidade da Califórnia, não envolvido diretamente com a pesquisa, afirmou que “o nível de realismo biológico [do chip] é impressionante”.

O novo chip representa “um avanço significativo nos esforços para incorporar o que nós sabemos sobre a biologia dos neurônios e da plasticidade sináptica em processadores CMOS,” completou ele.

De fato, se ainda está longe dos equipamentos de consumo, o processador neural analógico pode se tornar imediatamente uma ferramenta importante para aumentar justamente estes conhecimentos sobre o cérebro.

Mesmo os supercomputadores precisam de horas para simular funções neurais específicas, como o sistema de processamento visual humano.

Já o processador neuromórfico analógico é mais rápido do que o próprio sistema biológico, o que permitirá acelerar muito esses estudos.

Outra aplicação potencial do novo chip é na construção de interfaces entre equipamentos eletrônicos e sistemas biológicos, por exemplo, estabelecendo canais de comunicação direta entre o cérebro e equipamentos robotizados, como as próteses.

Os 400 transistores imitam o funcionamento de uma única sinapse.

Se parece pouco, basta ver que um processador estado-da-arte tem cerca de 700 milhões de transistores – o que abriria a possibilidade teórica da emulação de de quase dois milhões de sinapses em um único chip. Mas este é um futuro distante.

Com o advento da computação orgânica, as pesquisas rumo a um processador neural mostram sinais de convergência.

Mas ainda é difícil afirmar se serão os processadores moleculares que evoluirão rumo aos seus equivalentes eletrônicos, ou se serão estes que irão incorporar mecanismos que imitem o cérebro, criando o chamado processador neuromórfico.

O trabalho agora apresentado pelo Dr. Poon e seus colegas do MIT enquadra-se nesta segunda categoria, similar aos processadores cognitivos da IBM.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=processador-analogico-imita-cerebro&id=010810111117&ebol=sim

2011 11 21

 

Co-processador de 1 teraflops da Intel

O chip não é um processador comum, é um coprocessador, cuja função é tirar do processador a incumbência de realizar os cálculos matemáticos mais intensivos. - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010150111118-knights-corner.jpg

A Intel apresentou o seu Knights Corner, um co-processador que permite alcançar a marca de 1 teraflops – 1 trilhão de operações de ponto flutuante por segundo.

O chip não é um processador comum, é um co-processador, cuja função é tirar do processador a incumbência de realizar os cálculos matemáticos mais intensivos.

No início do desenvolvimento dos computadores pessoais, os chamados co-processadores matemáticos eram comuns.

Com o passar do tempo, sobretudo graças à miniaturização, eles foram levados para dentro do processador.

Agora, com os problemas crescentes de dissipação de calor, a empresa parece ter encontrado na reinvenção do co-processador separado uma forma de aumentar a velocidade dos computadores sem risco de fritar os chips.

O mais importante, contudo, parece ser fazer frente às GPUs, os processadores gráficos da nVidia, que estão dominando o mercado dos chamados “supercomputadores de baixo custo”.

O Knights Corner tem nada menos do que 50 núcleos em um único chip e, segundo a empresa, já incorpora a especificação PCI Express 3.0, que eleva a transferência de dados para 32 gigabytes por segundo.

Quando a Intel apresentou seu primeiro supercomputador na classe de 1 teraflops, em 1997, a máquina usava 10.000 processadores Pentium II, o estado-da-arte na época, e custava US$55 milhões.

Agora tudo caberá em um único conjunto processador/co-processador.

Em 2008, o Roadrunner, da IBM, foi o primeiro supercomputador a atingir a marca de 1 petaflops – 1.000 trilhões de operações por segundo.

A Intel afirma que espera chegar aos exaflops em 2018. Já a IBM não marcou data, mas afirma que seus computadores de classe exaflops usarão processadores com comunicação por luz.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=intel-apresenta-co-processador-1-teraflops&id=010150111118&ebol=sim

2011 11 21