TRS-80

Do tamanho de um livro, o MC-10 era equipado com quatro KiB de RAM, uma UCP Motorola MC6803 de 8 bits, uma porta serial RS-232, e recursos gráficos semelhantes aos do Color Computer original (através do mesmo VDG Motorola MC6847).

Como muitos dos primeiros computadores domésticos, o MC-10 possuía um interpretador BASIC em ROM e usava cassetes para armazenamento. Texto e gráficos eram exibidos num televisor através de um modulador RF. Menos comum em máquinas de sua categoria era a porta serial RS-232 embutida, a qual permitia que o MC-10 usasse uma ampla variedade de impressoras e modems sem necessidade de hardware adicional.

Mesmo assim, em 1983, na época do seu lançamento, as especificações do MC-10 estavam ultrapassadas. Drives, teclados mecânicos, gráficos de média resolução e bancos de memória de 64 KiB estavam tornando-se populares em computadores domésticos; o MC-10 não oferecia nada disso, limitando severamente as funções que poderia realizar e a faixa de usuários para os quais poderia ter algum apelo. Mesmo os hobistas não foram atraídos pelo preço baixo, e a Tandy pouco fez para divulgar a existência da máquina.

O MC-10 foi descontinuado em 1984, junto com o módulo de expansão de 16 KiB e uma pequena quantidade de software em fita cassete que havia sido produzida para ele. Não chegou a angariar muitos fãs.

TRS-80 foi o nome dado à linha de microcomputadores produzidos pela Tandy Corporation e vendidos nas lojas RadioShack da Tandy, de fins da década de 1970 até meados da década de 1980. Hobbistas, usuários domésticos e pequenas empresas eram os consumidores visados.

TRS-80 MC-10

O microcomputador TRS-80 MC-10 foi um membro menos conhecido da linha TRS-80 de computadores domésticos, produzido pela Tandy Corporation no início dos anos 1980 e vendido através da cadeia de lojas da mesma, a RadioShack. Aparentemente, destinava-se a ser uma alternativa de baixo custo para outra máquina da Tandy, o TRS-80 Color Computer, numa tentativa de competir numa faixa de mercado dominada por micros básicos como o Commodore VIC-20 e o Sinclair ZX81.

Devido aos seus recursos limitados, o MC-10 interessou apenas aos hobistas e como máquina de aprendizado de programação de computadores. Não foi um sucesso comercial e sua produção encerrou-se apenas um ano após o lançamento.

Um clone do MC-10, o Alice, chegou a ser comercializado na França através de uma colaboração entre a Tandy, Matra e a editora Hachette. No Brasil, a Sysdata Eletrônica também produziu um clone igualmente obscuro, o Sysdata Microcolor.

O teclado do MC-10 foi considerado um dos dez piores de todos os tempos pela revista PC World.

Embora a interface para expansão de memória fosse diretamente conectada à UCP e pudesse ser usada por diversas aplicações, o respectivo conector tinha um número incomum de pinos e, por isso, era muito difícil de ser adquirido.

A interface serial RS-232 tinha uma utilidade extremamente limitada. E ainda que o processador MC6803 incluísse convenientemente uma UART embutida, esta não estava habilitada e, portanto, não podia auxiliar a interface RS-232. Em parte, isto se devia ao cristal do colorburst de TV de 3,58 MHz, empregado para gerar vídeo e pulsos de relógio para a UCP, sendo que sua taxa de pulsos de relógio não correspondia à taxa padrão de bps quando dividido para a UART. Com efeito, os próprios programas precisavam controlar todos os bits individualmente de/para a interface RS232, criando temporizações especialmente críticas e artificiais.

A interface para gravador cassete sofria de problemas similares e embora o Microcolor BASIC incluísse um comando CLOADM não documentado em seu manual, para o carregamento de programas em linguagem de máquina, bem como uma função VARPTR, também não documentada, para manipular variáveis de memória, não estava disponível o correspondente comando CSAVEM (documentado ou não) que permitisse gravar em fita programas desenvolvidos em linguagem de máquina.

Uma quantidade limitada de software foi disponibilizada em cassete para o MC-10, incluindo Lunar Lander, Checkers e um jogo de Pinball em código de máquina. Todavia, como muitos programas escritos em Basic para outros modelos TRS-80 eram compatíveis com o MC-10, muitos livros com programas nesta linguagem estavam disponíveis para o usuário desejoso por digitar códigos.

Embora a interface para expansão de memória fosse diretamente conectada à UCP e pudesse ser usada por diversas aplicações, o respectivo conector tinha um número incomum de pinos e, por isso, era muito difícil de ser adquirido.

A interface serial RS-232 tinha uma utilidade extremamente limitada. E ainda que o processador MC6803 incluísse convenientemente uma UART embutida, esta não estava habilitada e, portanto, não podia auxiliar a interface RS-232. Em parte, isto se devia ao cristal do colorburst de TV de 3,58 MHz, empregado para gerar vídeo e pulsos de relógio para a UCP, sendo que sua taxa de pulsos de relógio não correspondia à taxa padrão de bps quando dividido para a UART. Com efeito, os próprios programas precisavam controlar todos os bits individualmente de/para a interface RS232, criando temporizações especialmente críticas e artificiais.

A interface para gravador cassete sofria de problemas similares e embora o Microcolor BASIC incluísse um comando CLOADM não documentado em seu manual, para o carregamento de programas em linguagem de máquina, bem como uma função VARPTR, também não documentada, para manipular variáveis de memória, não estava disponível o correspondente comando CSAVEM (documentado ou não) que permitisse gravar em fita programas desenvolvidos em linguagem de máquina.

[editar] Software

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