Arquivo

Archive for janeiro \30\UTC 2012

NASA flagra cometa caindo no Sol

O cometa C/2011 N3 estava viajando a cerca de 650 quilômetros por segundo, e conseguiu chegar a 100 mil quilômetros da superfície do Sol antes de evaporar.

Um cometa foi flagrado fazendo algo que nunca havia sido visto ao vivo antes: dando seu mergulho mortal rumo ao Sol.

Que cometas encontram seu destino final assim não é nenhuma surpresa – mas a chance de ver isto acontecendo em primeira mão surpreendeu até mesmo os observadores de cometa mais experientes.

“Os cometas geralmente são tênues demais para serem observados no brilho da luz do Sol”, explica Dean Pesnell, da NASA.

Mas a sonda SDO (Solar Dynamic Observatory), a mesma que descobriu o Efeito Borboleta atuando no Sol, conseguiu a proeza.

O golpe de sorte ocorreu graças ao mergulho de um cometa ultra brilhante, de um grupo conhecido como cometas Kreutz.

O cometa pode ser visto claramente movendo-se no lado direito do Sol, desaparecendo 20 minutos mais tarde, conforme se evapora com o calor escaldante.

O filme é mais do que uma mera curiosidade.

Conforme detalhado em um artigo na revista Science, publicado hoje, acompanhar a morte de um cometa fornece um novo modo de calcular o tamanho e a massa de um cometa.

Fazendo as contas, os astrônomos descobriram que o finado cometa tinha algo entre 45 e 90 metros de comprimento, e uma massa similar à de um porta-aviões.

Nas imagens da sonda SDO, o cometa estava viajando a cerca de 650 quilômetros por segundo, e conseguiu chegar a 100 mil quilômetros da superfície do Sol antes de evaporar.

Antes de sua “cremação”, nos últimos 20 minutos de sua existência, quando foi visível pela SDO, o cometa tinha cerca de 45 milhões de quilogramas.

Ele então se dividiu em uma dúzia de pedaços grandes, com tamanhos entre 10 e 50 metros, incorporados em um “envoltório” – a nuvem difusa em torno do cometa – de aproximadamente 1.400 quilômetros de diâmetro, seguido por uma cauda brilhante de cerca de 16 mil quilômetros de comprimento.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nasa-flagra-cometa-caindo-sol&id=010175120120&ebol=sim

2012 01 30

 

Fábrica de semicondutores anuncia investimentos no Brasil

A fabricante de semicondutores Nanium, de origem portuguesa, anunciou que a empresa iniciará suas atividades no Brasil até a primeira semana de fevereiro.

A sede da empresa portuguesa ficará em Belo Horizonte e, em um primeiro momento, irá operar apenas na prestação de serviços, como consultoria na área de tecnologia aplicada.

O passo seguinte será a instalação de uma fábrica de semicondutores no país, em uma possível parceria com uma empresa nacional.

A localização da fábrica ainda não está definida. Entre os estados que podem receber os investimentos, estão Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Em reunião com técnicos do Ministério do Desenvolvimento (MDIC), os representantes da Nanium afirmaram que o projeto nasce com o “pé no chão”, mas ponderaram que o objetivo é viabilizar o negócio para produção imediata, fazendo “um trabalho significativo de substituição de importações” no Brasil.

A Nanium domina a tecnologia da fase de encapsulamento de microprocessadores, os “cérebros” dos equipamentos eletrônicos.

A empresa é controlada pelo estatal Banco Português (17,88% da ações) e pelos bancos privados Banco Espírito Santo e Banco Comercial Português, cada um com 41,06% das ações.

Nelson Fujimoto, secretário de tecnologia do MDIC, considerou o anúncio um gesto inicial importante justamente porque o Brasil hoje é o “terceiro maior produtor de computadores do mundo”, “um grande mercado para televisores e telefones”, mas tem uma balança comercial desfavorável na área de eletrônicos porque não tem produção relevante de semicondutores.

“Um dos nossos objetivos com o Plano Brasil Maior é atrair investimentos para suprir deficiências do país em alguns elos da cadeia produtiva. É o caso das tecnologias de informação e comunicação. Daí a importância desse anúncio,” ressaltou.

Até ao momento, o único projeto de fábrica de semicondutores no Brasil é umajoint-venture brasileiro-coreana chamada HT Micron, em fase de construção em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Prevista para abrir as portas no final de 2012, a fábrica tem investimentos previstos de US$ 200 milhões.

2012 01 30

Eletrônica analógica imita reações em células vivas

Os circuitos analógicos imitam os comportamentos da célula com uma precisão notável, e fazem isto com muito menos transistores do que um circuito digital.

Conforme o mundo se torna menos analógico e mais digital, o jeito de pensar dos engenheiros também está mudando.

No mundo analógico, eles costumavam pensar principalmente em termos de quantidades, como a tensão, que são contínuas, ou seja, elas podem ter uma gama infinita de valores.

Agora, eles tendem a pensar mais em termos de 0s e 1s, as oposições binárias da lógica digital.

Desde a conclusão do Projeto Genoma Humano, duas prósperas novas disciplinas – biologia sintéticae biologia de sistemas – surgiram da observação de que, em alguns aspectos, as sequências de reações químicas que levam à produção de proteínas nas células são muito parecidas com os circuitos eletrônicos.

Em geral, os cientistas nos dois campos tendem a analisar as reações em termos de oposições binárias: se uma substância química está presente, uma coisa acontece; se o produto químico está ausente, uma coisa diferente acontece.

Mas Rahul Sarpeshkar, professor de engenharia elétrica no MIT, acha que esta é a abordagem errada.

“Os sinais nas células não são uns ou zeros,” diz Sarpeshkar. “Isso é uma abstração largamente simplificada, uma espécie de primeira aproximação, útil, mas grosseira, do que as células fazem. Mas todo o mundo sabe que isto está realmente errado.”

Para demonstrar isto, ele e sua equipe agora estão usando circuitos eletrônicos analógicos para modelar dois tipos diferentes de interações entre proteínas e DNA nas células.

Os circuitos analógicos imitam os comportamentos da célula com uma precisão notável, mas, e talvez mais importante, eles fazem isso com muito menos transistores do que um circuito digital exigiria.

O trabalho pode apontar o caminho rumo a simulações eletrônicas de sistemas biológicos que não apenas são mais simples de construir e mais precisas, mas que também rodam de forma muito mais eficiente.

Os resultados também sugerem uma nova forma de analisar e projetar os processos bioquímicos que governam o comportamento das células.

Um transistor é basicamente um interruptor: quando está ligado, ele conduz eletricidade, quando está desligado, não. Em um chip de computador, esses dois estados representam os 0s e 1s.

Mas, na passagem entre seus estados condutor e não-condutor, um transistor passa por todos os estados nesse meio – ligeiramente condutor, moderadamente condutor, muito condutor – assim como um carro que acelera de zero a 100 passa por todas as velocidades nesse intervalo.

Como os transistores em um processador de computador destinam-se a realizar operações de lógica binária, eles são projetados para tornar imperceptíveis esses estados de transição.

Mas são os estados de transição que Sarpeshkar e seus colegas estão tentando explorar.

“Digamos que a célula seja uma célula pancreática produzindo insulina,” exemplifica Sarpeshkar. “Bem, quando a glicose sobe, ela quer fabricar mais insulina. Mas não é ou isto ou aquilo. Se a glicose sobe mais, ela vai fazer mais insulina. Se a glicose baixa um pouco, ela vai fazer menos insulina. Ela é graduada. Não é uma porta lógica.”

Tratado como um componente analógico, um único transistor tem uma gama infinita de condutividades possíveis. Assim, ele pode modelar uma gama infinita de concentrações químicas.

Mas tratado como uma chave binária, um transistor só tem dois estados possíveis, de modo que modelar um intervalo grande, mas finito, de concentrações exigiria um banco inteiro de transistores.

Para circuitos grandes, que modelam sequências de reações dentro da célula, a lógica binária torna-se rapidamente complexa demais para ser prática.

Mas os circuitos analógicos não.

Na verdade, circuitos analógicos exploram os mesmos tipos de fenômenos físicos que tornam a maquinaria celular tão eficiente.

“Se você pensar bem, o que é a eletrônica?” pergunta Sarpeshkar. “É o movimento dos elétrons. E o que é a química? A química diz respeito aos elétrons movendo-se de um átomo ou molécula para outro átomo ou molécula. Elas devem estar profundamente ligadas: as duas se fundamentam nos elétrons.”

Fonte: internet

2012 01 30

Maior cabo supercondutor do mundo será instalado na Alemanha

Para atingir sua temperatura ideal de condução, o cabo supercondutor é resfriado com nitrogênio líquido.

O maior cabo supercondutor do mundo será instalado na Alemanha, unindo duas subestações na cidade de Ruhr.

Projetado para suportar uma carga de 40 MW (megawatts), o cabo será formado por seções concêntricas operando a 10.000 volts.

Segundo engenheiros do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, que projetaram o cabo, ele será o primeiro a incorporar um sistema de proteção contra sobrecargas, com limitador de corrente.

O cabo supercondutor terá 1 km de extensão – para se ter uma ideia, o recorde mundial de intensidade de corrente elétrica foi batido com um cabo supercondutor de 30 metros de comprimento.

Os engenheiros afirmam que cabos supercondutores poderão permitir a completa reestruturação dos sistemas de distribuição de energia nas regiões centrais das cidades.

Isto porque a enorme potência disponibilizada permitirá a criação de uma espécie de espinha dorsal de distribuição elétrica, com inúmeros links de 10 kV derivando desse cabo central para alimentar prédios e outras instalações que precisem de alta tensão.

Embora necessite de um resfriamento a -200º C, toda essa malha de distribuição de energia de alta eficiência exige muito menos espaço do que as redes elétricas atuais, o que é importante em áreas densamente ocupadas, como as regiões centrais das grandes cidades.

Além disso, a possibilidade de falhas e a necessidade de manutenção, segundo os engenheiros alemães, são muito menores.

De forma surpreendente, os engenheiros calcularam que todo o aparato necessário para o funcionamento do cabo supercondutor, usando nitrogênio líquido para seu resfriamento constante, é uma solução mais barata do que usar cabos de cobre de média tensão.

Segundo eles, o menor custo do cobre é cancelado pela queda ôhmica na rede, que é muito maior.

Para a mesma espessura, o cabo supercondutor transfere 100 vezes mais energia do que o cobre, virtualmente sem perda de energia.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=maior-cabo-supercondutor-mundo&id=010115120121&ebol=sim

2012 01 30

Decisão sobre segundo bissexto é adiada para 2015

O tempo do mundo não vai mais mudar em 2012.

Sem condições de chegar a um consenso, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) adiou para 2015 a decisão sobre se mantém ou elimina o segundo bissexto.

O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972.

Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.

A eliminação do segundo bissexto era defendida pelos Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, mas rejeitada por Reino Unido, Canadá e China.

A matéria deveria ir a votação, mas alguns países alegaram não ter elementos suficientes para tomarem uma decisão.

A UIT não esconde a intenção de que uma decisão definitiva seja tomada por consenso – até 2015 haverá mais tempo para negociações.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=decisao-sobre-segundo-bissexto-adiada&id=020175120119&ebol=sim

2012 01 30

NASA lança site para compartilhar programas de código aberto

A NASA lançou um novo site para ampliar o desenvolvimento e o uso de software livres pela agência espacial.

Além de disponibilizar códigos-fontes desenvolvidos internamente pela NASA, o site é um convite aos desenvolvedores para participar de novos projetos.

O desenvolvimento de programas de computador de código aberto ajudou a modelar a indústria da informática e, sobretudo, a melhorar os programas.

Em 2009, o governo dos EUA lançou a chamada Diretiva de Governança Aberta, que exige que as agências federais atinjam determinados níveis de transparência em suas ações – e a “transparência” do código-fonte dos programas é parte importante dessas ações.

A NASA já usa programas de código aberto no controle de suas missões.

Isso inclui o sistema operacional Linux, mas também uma série de softwares científicos.

“O novo site representa uma extensão natural dos esforços da NASA para informar, educar e incluir o público em nossa missão de manter o pioneirismo na exploração espacial do futuro, nas descobertas científicas e na pesquisa aeronáutica,” afirmou Deborah Diaz, chefe de TI da NASA.

Segundo ela, o envolvimento dos cidadãos nesse trabalho é um componente importante desse sucesso – neste caso, no envolvimento de cidadãos programadores de computador.

O site tem como objetivo apresentar os projetos de código aberto da NASA e mostrar as regras para os grupos ou pessoas interessadas em participar no desenvolvimento dos programas.

Isto significa que o site possui um repositório com os programas de código aberto desenvolvidos internamente pela NASA.

“Nosso objetivo é dar ao público acesso direto e contínuo à tecnologia da NASA,” disse Diaz.

Há também um fórum de discussão para trocas de opinião entre a comunidade de desenvolvedores.

O endereço do site de código aberto da NASA é http://code.nasa.gov.

Fonte: http://code.nasa.gov; http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nasa-site-programas-codigo-aberto&id=020175120119&ebol=sim

2012 01 30

Quanto tempo uma sacola de supermercado leva para se decompor?

Tente descobrir quanto tempo leva para que uma sacola plástica se degrade no meio ambiente e você encontrará respostas que vão dos 50 aos 500 anos.

Jornais, revistas, ONGs e mesmo o governo usam dados aleatórios, mas ninguém cita um estudo científico para embasar as alegações.

E por um bom motivo: não existem estudos sobre a degradação das sacolas plásticas nas condições brasileiras.

Isso significa que as legislações criadas em diversas partes do país para banir as sacolas plásticas carecem de embasamento científico.

Agora, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) decidiu tirar a questão a limpo.

“A sociedade precisa saber o que acontece depois do descarte,” diz a pesquisadora Mara Lúcia Siqueira Dantas, ao explicar as motivações do projeto.

O teste comparativo, que começou a ser realizado em outubro de 2011, vai permitir a comparação, em igualdade de condições, pelo prazo de um ano, do processo de degradação de quatro tipos de sacolas de supermercados.

Serão comparados os seguintes materiais: polietileno comum (sacola tradicional de plástico), polietileno com aditivo para degradação, papel e TNT (sacola retornável, feita de tecido-não-tecido, com base em polipropileno).

O estudo simula a condição de abandono das sacolas no meio urbano, já que essa é a situação que boa parte desse material encontra.

Infelizmente, o estudo não simula as condições de um lixão, por exemplo, onde ocorre a maioria do descarte incorreto do material, que é produzido tendo em vista a reciclagem.

O prazo do teste foi definido para que os exemplares possam enfrentar as quatro estações do ano e todo o tipo de intempérie.

O Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP vai fornecer as informações meteorológicas do período de vigência dos testes.

Assim, a degradação das sacolas será considerada diante das variáveis reais do clima, como temperatura, umidade relativa do ar, precipitações pluviométricas, insolação e direção e velocidade dos ventos.

O teste vai permitir a comparação direta dos materiais: todas as sacolas estarão expostas simultaneamente às mesmas condições, sem vantagem ou desvantagem para nenhum material, o que é uma situação realista, pois não será simulada nenhuma condição específica.

De acordo com a metodologia do projeto, 40 sacolas foram alocadas na cobertura de um dos prédios do campus do IPT, divididas em grupos de dez unidades. Cada um desses grupos é retirado conforme cada etapa é cumprida.

Assim, as sacolas são retiradas com um mês, três meses, seis meses e 12 meses.

Ao deixarem a exposição, as unidades voltam para o laboratório e passam por ensaios de resistência mecânica, perda de massa e perda de cor.

No total são realizados sete testes, e os dados são comparados com os testes das sacolas novas, apurados antes do início da exposição ao tempo.

Segundo o pesquisador Rogério Parra, os principais agentes de degradação das sacolas plásticas são os raios ultravioleta (UV), a ação mecânica das chuvas e o ataque químico da poluição.

“As sacolas perdem massa, bem como a cor e suas qualidades mecânicas”, afirma o pesquisador, explicando que a tendência é que o material venha a se esfarelar com a ação do tempo.

A pesquisadora Mara afirma que esse trabalho poderá ser um passo para uma pesquisa mais profunda, com base em Análise de Ciclo de Vida (ACV) focada em condições brasileiras, já que os dados disponíveis na literatura são experiências realizadas com embalagens na Europa.

As análises de ciclo de vida representam um campo relativamente novo do conhecimento tecnológico.

Seu principal objetivo é fazer inventários das etapas de vida e de descarte de um produto, medindo assim os reais impactos ambientais.

Há relativamente pouca informação sobre os impactos de toda a vida de produtos no meio ambiente em condições tipicamente brasileiras – interpretações baseadas em dados importados podem levar a conclusões equivocadas.

Com os resultados da pesquisa, a discussão sobre esses materiais e seus impactos poderá transcorrer com mais propriedade.

Segundo Mara, uma das questões que será respondida é quanto à eficiência, ou não, dos aditivos para tornar o polietileno degradável.

“Não há consenso sobre a vantagem da adição dessa substância ao plástico,” afirma.

Ela acredita que o trabalho poderá contribuir para a educação da sociedade, com a conscientização do impacto do descarte desses materiais no meio ambiente.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tempo-decomposicao-sacola-plasticas-supermercado&id=010125120119&ebol=sim

2012 01 30