Barramento VLB (VESA Local Bus)

Funcionamento do barramento VESA Local Bus

A VESA (Video Electronic Standards Association, Associação de Padrões Eletrônicos de Vídeo) é formada pelos fabricantes de placas de vídeo, a fim de definir padronizações, por exemplo, a Super VGA.

 Essa associação era a maior interessada em que um padrão de barramento de expansão de alto desempenho fosse logo definido, pois era o cúmulo que um micro com alto poder de processamento, como um 486, ainda apresentasse no vídeo imagens na mesma velocidade de um reles 286.

 Como nenhum outro grande fabricante como a IBM ou a Intel havia decidido definir esse padrão, a própria VESA resolveu projetar o seu próprio modelo de barramento.

 O projeto — chamado VESA Local Bus (Barramento Local VESA), ou simplesmente VLB — teve uma aceitação imediata no mercado, graças aos associados da VESA: mais de 150 fabricantes. Havia outros motivos para o sucesso do padrão VLB: era uma arquitetura aberta, assim como o ISA, e manteve total compatibilidade com o barramento ISA.

 O barramento VLB é conectado diretamente ao barramento local, através de um buffer. Dessa forma, a freqüência de operação do VLB é igual à freqüência de operação do barramento local. Em um micro com o processador 486DX4-100, o barramento VLB trabalhará a 33 MHz, igualmente ao barramento local da placa-mãe. O barramento VESA Local Bus tem as seguintes características:

 – Barramento de dados igual ao do processador.

 – Barramento de endereços de 32 bits.

– Freqüência de operação igual à freqüência do barramento local.

Detalhe do slot VLB e de sua localização na placa-mãe

 

A única restrição do slot VLB refere-se à quantidade de periféricos possíveis por computador. Por trabalhar sob altas freqüências, a interferência eletromagnética torna impossível trabalhar com mais de três slots VLB acima de 33 MHz simultaneamente. O limite do VLB em relação à quantidade de slots possíveis na placa-mãe é o seguinte:

– 33 MHz: Três placas VLB.

– 40 MHz: Duas placas VLB.

– 50 MHz: Uma placa VLB.

Isso não é tão problemático. O slot VLB foi amplamente utilizado na época do 486, quando poucos processadores trabalhavam com uma freqüência de operação externa acima de 33 MHz. Além disso, devemos lembrar que somente três classes de periféricos necessitam de alto desempenho: vídeo, disco rígido e rede local.

 Na utilização do slot VLB acima de 33 MHz, há a necessidade da utilização de um wait state no barramento (ver Capítulo 11 para a parte teórica sobre wait states). Essa configuração deve ser feita tanto na placa-mãe quanto na placa VLB que estiver sendo instalada no micro (leia a parte de configuração de placas-mãe soquete 3 no Capítulo 12 para mais detalhes sobre esse procedimento).

Apesar de existirem duas padronizações de slot VLB, uma de 32 bits para placas-mãe 486 e outra de 64 bits para placas-mãe Pentium, encontramos basicamente a versão do slot VLB de 32 bits, pois, na época da massificação do processador Pentium, o barramento de expansão mais adotado passou a ser o PCI.

 

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  1. 05/01/2011 às 2:55 PM
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