Linux em linha de comando

Terminal Linux

Se o Linux que você utiliza entra direto no modo gráfico ao ser inicializado (que é o que acontece na grande maioria das distribuições atuais), é possível inserir comandos no sistema através de uma aplicação de terminal. Esse recurso é facilmente localizável em qualquer distribuição. A imagem abaixo, por exemplo, mostra um terminal no Ubuntu Linux:

Se o computador que você acessa não estiver com o modo gráfico ativado, será possível digitar comandos diretamente, bastando se logar. Quando o comando é inserido, cabe ao interpretador de comandos (também conhecido como shell) executá-lo. O Linux conta com mais de um, sendo os mais conhecidos o bash e o sh.

Quando um terminal é acessado, uma informação aparece no campo de inserção de comandos. É importante saber interpretá-la. Para isso, veja os exemplos abaixo:

Exemplo 1: [root@infowester /root]#

Exemplo 2: [wester@alecrim /]$

Observação: dependendo de sua distribuição e de seu shell, a linha de comandos pode ter um formato ligeiramente diferente do que é mostrado nos exemplos. No Ubuntu Linux, por exemplo, o segundo exemplo fica na seguinte forma:

wester@alecrim: ~$

Nos exemplos, a palavra existente antes do símbolo @ diz qual o nome do usuário que está usando o terminal. Os nomes que aparecem depois do @ indicam o computador que está sendo acessado seguido do diretório.

O caractere que aparece no final indica qual o “poder” do usuário. Se o símbolo for #, significa que usuário tem privilégios de administrador (root). Por outro lado, se o símbolo for $, significa que este é um usuário comum, incapaz de acessar todos os recursos que um administrador acessa. Independente de qual seja, é depois do caractere que o usuário pode digitar os comandos.

A seguir, temos amostra os comandos seguidos de uma breve descrição:

cal: exibe um calendário;

cat arquivo: mostra o conteúdo de um arquivo. Por exemplo, para ver o arquivo etc.txt, basta digitar cat etc.txt;

cd diretório: abre um diretório. Por exemplo, para abrir a pasta /mnt, basta digitar cd /mnt. Para ir ao diretório raiz a partir de qualquer outro, digite apenas cd;

date: mostra a data e a hora atual;

df: mostra as partições usadas;

diff arquivo1 arquivo2: indica as diferenças entre dois arquivos, por exemplo: diff calc.c calc2.c;

du diretório: mostra o tamanho de um diretório;

emacs: abre o editor de textos emacs;

file arquivo: mostra informações de um arquivo;

find diretório parâmetro termo: o comando find serve para localizar informações. Para isso, deve-se digitar o comando seguido do diretório da pesquisa mais um parâmetro (ver lista abaixo) e o termo da busca. Parâmetros:

name – busca por nome
type – busca por tipo
size – busca pelo tamanho do arquivo
mtime – busca por data de modificação

Exemplo: find /home name tristania

finger usuário: exibe informações sobre o usuário indicado;

free: mostra a quantidade de memória RAM disponível;

halt: desliga o computador;

history: mostra os últimos comandos inseridos;

id usuário: mostra qual o número de identificação do usuário especificado no sistema;

kill: encerra processados em andamento. Saiba mais no artigo Processos no Linux;

ls: lista os arquivos e diretórios da pasta atual;

lpr arquivo: imprime o arquivo especificado;

lpq: mostra o status da fila de impressão;

lprm: remove trabalhos da fila de impressão;

lynx: abre o navegador de internet de mesmo nome;

mv origem destino: tem a mesma função do comando cp, só que ao invés de copiar, move o arquivo ou o diretório para o destino especificado;

mkdir diretório: cria um diretório, por exemplo, mkdir infowester cria uma pasta de nome infowester;

passwd: altera sua senha. Para um administrador mudar a senha de um usuário, basta digitar passwd seguido do nome deste;

ps: mostra os processos em execução. Saiba mais no artigo Processos no Linux;

pwd: mostra o diretório em que você está;

reboot: reinicia o sistema imediatamente (pouco recomendável, preferível shutdown -r now);

rm arquivo: apaga o arquivo especificado;

rmdir diretório: apaga o diretório especificado, desde que vazio;

shutdown: desliga ou reinicia o computador, veja:
shutdown -r now: reinicia o computador
shutdown -h now: desliga o computador

O parâmetro now pode ser mudado. Por exemplo: digite shutdown -r +10 e o sistema irá reiniciar daqui a 10 minutos;

su: passa para o usuário administrador, isto é, root (perceba que o símbolo $ mudará para #);

tar -xzvf arquivo.tar.gz: extrai um arquivo compactado em tar.gz. Saiba mais no artigo Compactação e descompactação de arquivos com Tar e gzip;

telnet: ativa o serviço de Telnet em uma máquina. Para acessar esse computador a partir de outros por Telnet, basta digitar telnet nomedamáquina ou telnet IP. Por exemplo: telnet 192.168.0.10. Após abrir o Telnet, digite help para conhecer suas funções;

top: exibe a lista dos processos, conforme os recursos de memória consumidos;

uname: mostra informações do sistema operacional e do computador. Digite uname -a para obter mais detalhes;

useradd usuário: cria uma nova conta usuário, por exemplo, useradd marvin cria o usuário marvin;

userdel usuário: apaga a conta do usuário especificado;

uptime: mostra a quantas horas seu computador está ligado;

vi: Visual Interface – inicia o editor de textos vi.

whereis nome: procura pelo binário do arquivo indicado, útil para conhecer seu diretório ou se ele existe no sistema;

w: mostra os usuários logados atualmente no computador (útil para servidores);

who: mostra quem está usando o sistema.

Praticamente todos os comandos citados possuem parâmetros que permitem incrementar suas funcionalidades. Por exemplo, se você digitar o comando ls com o parâmetro -R (ls -R), este mostrará todos os arquivos do diretório, inclusive os ocultos.

A melhor forma de conhecer os parâmetros adicionais de cada comando é consultando as informações de ajuda. Para isso, pode-se usar o recurso –help. Veja o exemplo para o comando ls:

ls –help

Também é possível utilizar o comando man (desde que seu conteúdo esteja instalado), que geralmente fornece informações mais detalhadas. Par usar o man para obter detalhes do comando cp, por exemplo, a sintaxe é:

man cp

Se você estiver utilizando o bash, pode-se aplicar o comando help ou info da mesma forma que o comando man:

help cp

info cp

Para Fixação:

mkdir – Criar diretórios
rmdir – Remover diretórios
rm – Remover arquivos
cp – Copiar arquivos ou diretórios
mv – Mover ou renomear arquivos ou diretórios
pwd – Mostrar o nome e caminho do diretório corrente
clear – Limpar a tela
ls – Listar o conteúdo de um diretório
ps – Mostrar os processos em execução
kill – Finalizar um processo
cat – Mostrar o conteúdo de um arquivo binário ou de texto
reboot – Reiniciar o computador
shutdown – Desligar ou reiniciar o computador
adduser – Adicionar usuários
addgroup – Adicionar grupo de usuários
passwd – Mudar senha de um usuário ou grupo
userdel – Excluir usuário
groupdel – Excluir grupo de usuários
chmod – Definir permissões de acesso de arquivos ou diretórios.
chown – Mudar o dono de um arquivo ou diretório.
su – Logar como outro usuário.
sudo – Executar comandos com permissões de outro usuário.

Para parar um programa que esteja sendo executado na linha de comando para isso pressione Ctrl + c.

cd : Possivelmente o comando mais básico do prompt, permite navegar entre diretórios, como em “cd /etc”. Você pode tanto indicar o caminho completo até o diretório desejado, como em “cd /var/log/apache2”, ou usar caminhos relativos, indicando o destino a partir do diretório atual. Se você está dentro da pasta “/etc” e quer acessar a pasta “/etc/bind”, precisa digitar apenas “cd bind”. Para subir um diretório, use “cd ..” e, para subir dois nível, use “cd ../..”.

pwd : Serve apenas para confirmar o diretório atual. É usado sem parâmetros, simplesmente “pwd”.

ls : Lista os arquivos dentro do diretório atual. Por padrão, ele mostra apenas os nomes dos arquivos e não mostra os arquivos ocultos. Para ver tudo, incluindo os arquivos ocultos, use “ls -a”, para ver também as permissões de acesso e o tamanho dos arquivos, use o “ls -la”. Para ver os tamanho dos arquivos especificados de forma legível (“329M” em vez de “344769698”) adicione o parâmetro “h”, como em “ls -lha”. Você pode ver também os arquivos de qualquer diretório, sem ter que primeiro precisar usar o “cd” para acessá-lo. Para isso, basta indicar o diretório, como “ls -lha /etc”.

Em muitas distribuições, como no CentOS, o “ls” mostra uma listagem colorida, que torna fácil identificar os arquivos (pastas aparecem em azul, arquivos compactados em vermelho) e assim por diante, o que torna mais fácil identificar os arquivos. Para ativar esse recurso em outras distribuições, adicione a linha:

alias ls="ls --color=auto"

No final do arquivo “/etc/profile”. Outra personalização muito usada é fazer com que os comandos “rm”, “cp” e “mv” peçam confirmação, o que reduz a possibilidade de causar danos catastróficos ao digitar comandos incorretos. Para isso, adicione as três linhas abaixo no final do arquivo “/etc/profile”:

alias rm="rm -i"
alias mv="mv -i"
alias cp="cp -i"

cp : O cp é um comando aparentemente simples, mas que esconde vários segredos. A sintaxe básica para copiar arquivos é usar o comando cp, seguido do nome do arquivo e a pasta para onde ele vai, como em “cp /etc/fstab /tmp”. Entretanto, em sua forma básica o cp serve apenas para copiar arquivos isolados; para copiar pastas, é necessário que você adicione a opção “-r” (que ativa a cópia recursiva), como em “cp -r /home/gdh/* /backup/”

Um parâmetro bastante útil é o “-a”, que faz com que o cp sempre copie recursivamente, mantenha as permissões do arquivo original e preserve os links simbólicos que encontrar pelo caminho. Em resumo, faz o cp se comportar de uma forma mais simples e lógica.

Você pode ainda usar o “*” e a “?” como curingas quando quiser copiar vários arquivos. Para copiar todos os arquivos da pasta atual para a pasta “/mnt/hda6”, por exemplo, use “cp * /mnt/hda6”. A “?” por sua vez é mais contida, substituindo um único caractere. Por exemplo, “cp arquivo?.txt /mnt/hda6”, copia o “arquivo1.txt”, “arquivo2.txt” e o “arquivo3.txt”, mas não o “arquivo21.txt”.

mv: O mv serve tanto para mover arquivos de um lugar para o outro, quanto para renomear arquivos, como em “cd /etc/squid; mv squid.conf squid.conf.modelo”.

rm: Por padrão, o rm deleta apenas arquivos simples, como em “rm arquivo.txt”. Para que ele remova pastas, é necessário adicionar parâmetro “-r”, como em “rm arquivos/”. Em muitas distribuições, o padrão do rm é pedir confirmação antes de remover cada arquivo, o que se torna inviável ao remover um diretório com diversos arquivos. A confirmação é eliminada ao adicionar o parâmetro “-f”, o que nos leva ao “rm -rf” (que é o formato mais comumente usado). Tome cuidado ao usar o “-rf”, pois ele não pede confirmação, deleta os arquivos diretamente.

Você pode muito bem pensar em digitar “rm -rf ./*” (para apagar todos os arquivos do diretório atual) e, na pressa, acabar digitando “rm -rf /*”, que apaga todos os arquivos do sistema, incluindo arquivos em todas as partições e em todos os compartilhamentos de rede que estiverem montados (!). Ou seja, ao usá-lo, respire fundo e verifique se realmente está deletando a pasta certa antes de pressionar Enter.

É possível também usar caracteres curingas na hora de remover arquivos. Para remover todos que possuírem a extensão “.jpg”, use “rm -f *.jpg”. Para remover todos os arquivos que começarem com “img”, use “rm -f img*”. Lembre-se de que você pode usar também o “?” quando quiser usar o curinga para apenas um caractere específico. Se você quiser remover os arquivos “doc1.txt”, “doc2.txt” e “doc3.txt”, mas sem remover o “doc10.txt” e o “doc11.txt”, você poderia usar o comando “rm -f doc?.txt”.

mkdir : Cria diretórios, como em “mkdir trabalhos” ou “mkdir /mnt/backup”. Para criar pastas recursivamente (ou seja, criar todas as pastas necessárias até chegar a que você pediu, caso necessário), adicione o parâmetro “-p”, como em “mkdir -p /var/log/apache2”.

rmdir : Remove diretórios. A diferença entre ele e o “rm -f” é que o rmdir remove apenas diretórios vazios, evitando acidentes.

Alguns atalhos:

Ctrl+L : Limpa a tela, atalho para o comando “clear”. Ao usar bastante o terminal, você acaba se acostumando a usá-lo bastante.

Ctrl+C : Este é um dos atalhos mais usados no terminal, ele serve para terminar a execução de qualquer comando. Se você digitou um “tar -zcvf arquivos.tar.gz /mnt/arquivos” e quer abortar o backup para fazê-lo em outra hora, ou se algum programa bloqueou o teclado e você quer finalizá-lo na marra, o Ctrl+C é a solução.

CTRL+D : Atalho para o comando logout, que encerra a sessão atual. Se você usou o comando “su -” para virar root, o Ctrl+D vai fazê-lo voltar ao prompt inicial. Pressionando Ctrl+D mais uma vez, você faz logout, fechando o terminal.

Fonte: 

http://www.guiadohardware.net/dicas/basico-linha-comando.html;

http://www.meuartigo.brasilescola.com/informatica/linha-comando-linux.htm;

http://www.infowester.com/comandoslinux.php.

2010 11 17

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