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Archive for setembro \30\UTC 2011

Windows 8 em processadores ARM não rodará aplicações x86

A Microsoft reafirmou o que muitos já suspeitavam: o Windows 8 em processadores ARM não rodará os programas atuais, feitos para processadores x86.

A declaração foi de Steven Sinofsky, presidente da divisão de Windows da Microsoft, durante uma conversa com analistas financeiros nesta semana. Ele foi questionado se o Windows 8 viria com algum emulador ou sistema de virtualização para rodar as aplicações atuais, e respondeu : “Sempre fomos muito claros desde os primeiros demos na CES e posteriormente que os produtos com ARM não rodarão aplicações x86. O que anunciamos ontem pela primeira vez foi que, quando você escreve uma aplicação no estilo Metro, todas as ferramentas estão lá para para todas as linguagens que suportamos, para automaticamente suportar ARM ou x86”.

Enquanto que os computadores, notebooks e tablets x86 rodarão tanto apps clássicas como Metro, a plataforma ARM rodará principalmente as aplicações Metro. “É um mundo baseado em Intel e um mundo baseado em AMD mais um mundo baseado em ARM para as apps com estilo Metro”, adicionou.

Apesar de não suportar as aplicações existentes, o sistema e as APIs do Windows continuam iguais do ponto de vista da estrutura externa. Com as ferramentas e conhecimentos adequados não será muito difícil recompilar as aplicações x86 para ARM, mas isso dependerá dos desenvolvedores das mesmas.

Consumidores mais exigentes que queiram continuar usando as aplicações atuais terão que optar por um tablet com processador x86.

O Windows sem os programas atuais será uma plataforma estranha, completamente nova, já que as apps baseadas em Metro são bem diferentes do que conhecemos nos desktops.

Em comparação com iOS ou Android ainda é bem cedo para falar, afinal nem um beta nós temos (o developer preview liberado para download vem com poucas aplicações Metro de exemplo). Por outro lado, alguns programas tradicionais certamente terão versão ARM, como o próprio Microsoft Office que já foi demonstrado. A Microsoft também trabalhou para portar diversos drivers e ferramentas, permitindo suportar uma grande diversidade de dispositivos USB nos tablets ARM com Windows.

Fonte: http://www.hardware.com.br/noticias/2011-09/windows8arm-aplicacoesx86.html

2011 09 30

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Instalando o Windows 8 preview – previews públicos

A Microsoft está disponibilizando previews públicos do Windows 8, que permitem testar o sistema gratuitamente e assim de familiarizar com o novo ambiente. Com todas as mudanças e novos conceitos de interface trazidos pelo Windows 8.

É uma versão de teste, não é considerada nem beta ainda.

Os arquivos para download estão em http://msdn.microsoft.com/en-us/windows/home/. Há uma imagem ISO de 64-bit com ferramentas de desenvolvimento prontas para criar aplicações que aproveitam a nova interface, também voltada a tablets, além das versões de 32 e 64-bit “normais”, sem as ferramentas de desenvolvimento.

A versão ARM não foi disponibilizada.

Quadros e botões grandes foram projetados para toques.

No vídeo abaixo pode-se ter uma ideia da instalação:

No video abaixo se pode ver o desktop e alguns programas em ação.

As imagens de instalação do preview estão disponíveis em: http://msdn.microsoft.com/en-us/windows/home/

Fonte: http://msdn.microsoft.com/en-us/windows/home/;  http://www.hardware.com.br/dicas/win8-pendrive.html

2011 09 29

Tablet de demonstração da Samsung com Windows 8

Esse modelo de demonstração da Samsung usa um processador Core i5. Confira o vídeo, com o processo de boot e a interface em geral:

Apesar do Windows 8 ter compilação para ARM, há uma aposta em tablets com processadores x86 também, prontos para rodar as aplicações existentes.

Fonte: http://www.hardware.com.br/noticias/2011-09/tablet-samsung-windows8-corei5.html

2011 09 28

ANDROID – Novas versões serão otimizadas para processadores x86

a Intel anunciou uma parceria com a Google para otimizar o Android para processadores x86. Naturalmente as versões ARM continuarão sendo desenvolvidas, apenas terá uma segunda plataforma “alvo” oficial.

 

Compilações x86 do Android até existem, mas não são suportadas nem atualizadas oficialmente, tendo o desenvolvimento atual praticamente desencorajado. O acordo garantirá que as futuras versões do Android rodarão em dispositivos com processadores da Intel, especialmente o Atom, famoso por ser uma solução de baixo consumo – maior do que os ARM, mas perto de outros processadores desktop, ele se destaca e é popular.

 

O anúncio cita o uso em smartphones, além de dispositivos móveis, abrindo a possibilidade dele ser aplicado como interface em diversos dispositivos de comunicação e controle. E não dá para deixar de pensar na moda do momento, os tablets.

Fonte: http://www.hardware.com.br/noticias/2011-09/intel-atom-android.html

2011 09 28

 

IBM quer colar até 100 núcleos em processador 3D

A IBM anunciou um acordo com a 3M para desenvolver uma nova cola eletrônica que permita construir “torres” de processadores – ou processadores de 100 núcleos.

Esses processadores 3D poderão ser formados por até 100 processadores individuais, cujas pastilhas serão coladas umas sobre as outras.

Segundo a empresa, esse “tijolo” de silício permitirá criar processadores até 1.000 vezes mais rápidos do que os processadores mais rápidos da atualidade.

O grande desafio é fazer um adesivo que consiga conduzir o calor de tantos núcleos para fora da torre 3D, para que ele possa ser dissipado – a dissipação de calor sempre foi o maior gargalo para a criação de processadores 3D.

A cola eletrônica permitirá a construção de processadores 3D formados por até 100 processadores individuais colados uns sobre os outros.

A IBM anunciou os primeiros resultados práticos para a criação de chips 3D em 2002.

Em 2007, a empresa afirmou que colocaria seus chips 3-D no mercado.

Mas, até hoje, a tecnologia de processadores 3D ainda não foi largamente adotada. Mesmo com o advento dos processadores com múltiplos núcleos, esses núcleos são colocados paralelamente, em uma configuração tipicamente 2D.

O que a IBM quer agora é colocar esses núcleos uns em cima dos outros, usando para isso uma cola eletrônica, mostrada em azul na ilustração – mas a cola ainda está por ser desenvolvida.

E a cola sozinha não resolverá os principais desafios para fazer torres de processadores empilhados: fazer a conexão entre cada uma das camadas e dissipar o calor de cada uma das pastilhas.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ibm-colar-chips-processador-3d&id=010175110909&ebol=sim

2011 09 28

Satélite cairá na Terra: chance de vítima é de 1 em 3.200

A chance de que um dos 26 pedaços do satélite que chegarão à superfície atinja um ser humano é de 1 em 3.200

Um satélite artificial de 6 toneladas vai cair em algum lugar da Terra entre o final de Setembro e o início de Outubro.

Isto é tudo o que a NASA sabe dizer a respeito do UARS (Upper Atmosphere Research Satellite), um satélite de observação atmosférica colocado em órbita em 1991 pelo ônibus espacial Discovery.

O UARS chegou ao fim de sua vida útil em 2005, transformando-se em mais um lixo espacial. Aos poucos, o atrito com o ambiente rarefeito da órbita baixa da Terra vai sendo suficiente para trazê-lo de volta.

Finalmente, em algum momento entre o final de Setembro e o início de Outubro, ele atingirá as camadas superiores da atmosfera e começará seu turbulento caminho de reentrada.

Mas o satélite é grande demais e não se queimará todo. A NASA calcula que 26 pedaços grandes atingirão a superfície, o maior deles com cerca de 150 quilogramas.

A agência espacial norte-americana só não sabe onde: pode ser virtualmente em qualquer ponto do planeta, habitado ou não, excluindo-se as regiões polares – na verdade acima dos 57° de latitude norte ou sul.

A chance de que um desses pedaços atinja um ser humano é de 1 em 3.200.

Mas esse é um cálculo para “qualquer ser humano”. Se o cálculo for feito para um ser humano específico – você, por exemplo – a chance é de 1 em 22 trilhões.

Se isto acontecer, o que é muito improvável, será a primeira vez que um artefato espacial fará uma vítima humana.

Como não há como saber quando a reentrada começará, não é possível calcular o local exato da queda, que deverá arremessar pedaços por uma área de 800 km, segundo a Força Aérea do Estados Unidos, que irá rastrear a queda por radar.

De acordo com os técnicos, só será possível ter alguma informação mais precisa sobre o local da queda cerca de duas horas antes do evento.

Na prática, isso significa que só saberemos onde o UARS vai cair quando ele cair.

NASA vai postar atualizações semanais até quatro dias antes da reentrada. Daí em diante, diariamente, até cerca de 24 horas antes da reentrada e, finalmente, 12 horas, seis horas e duas horas antes da reentrada – o endereço é http://www.nasa.gov/mission_pages/uars.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=satelite-caira-terra-chance-vitima&id=030175110909&ebol=sim

2011 09 28

 

Astrônomos encontram planeta invisível

Nenhum planeta extrassolar – ou exoplaneta – foi exatamente “visto” no sentido literal do termo.

Como seu brilho é tênue demais em relação às suas estrelas, tudo o que os astrônomos detectam são pequenas variações no brilho da estrela, conforme o planeta cruza sua frente, ou pequenos “sacolejos” na órbita da estrela.

Mas agora Sarah Ballard e seus colegas do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, nos Estados Unidos, fizeram uma descoberta inédita.

Eles detectaram um exoplaneta a partir de outro exoplaneta – se nem mesmo o exoplaneta já conhecido pode ser visto diretamente, o “novato” é de fato invisível.

O planeta invisível só pode ser imaginado, já que os astrônomos não sabem ainda se ele é um planeta rochoso ou um gigante gasoso - tudo o que se sabe é que ele existe

Os dois planetas orbitam a estrela Kepler-19 – o sistema foi descoberto pelo telescópio espacial Kepler.

O exoplaneta Kepler-19b foi encontrado pelo método tradicional do trânsito. As variações que ele causa no brilho de sua estrela permitiram que os astrônomos calculassem que ele tem uma órbita de 9 dias e 7 horas. Tamanha proximidade da estrela, cerca de 13,5 milhões de km, faz com que ele tenha uma temperatura por volta de 480º C.

Mas o mais interessante foi perceber que o Kepler-19b apresenta uma variação em seu tempo orbital: ora ele se adianta, ora ele atrasa cinco minutos.

Esta é a indicação da existência do “planeta invisível”, já devidamente catalogado como Kepler-19c. É a gravidade do planeta invisível atuando sobre o Kepler-19b que causa as variações no seu tempo orbital.

Por enquanto, não é possível saber muito sobre ele.

“O Kepler-19c pode ter múltiplas personalidades, todas consistentes com nossos dados. Por exemplo, ele pode ser um planeta rochoso com uma órbita circular de 5 dias, ou pode ser um planeta gigante gasoso com uma órbita oblonga de 100 dias,” disse Daniel Fabrycky, coautor da descoberta.

Embora seja curiosa, essa forma tão indireta de descobrir um planeta não é exatamente uma novidade.

Nosso vizinho Netuno foi encontrado de forma bem parecida, quando os astrônomos notaram variações na órbita do então já conhecido Urano.

Eles concluíram que um planeta mais distante estaria influenciando a órbita de Urano e, com base nas variações da órbita observada, em comparação com as previsões matemáticas, eles calcularam com grande exatidão para onde os telescópios deveriam ser apontados para que o novo mundo pudesse ser visto – foi “na mosca”.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=planeta-invisivel&id=010130110909&ebol=sim

2011 09 28