Memória ROM

EEPROM da Intel de 1971

Memória ROM é um termo genérico utilizado para designar um circuito de memória de leitura somente.

Memório ROM

Os circuitos de memória ROM podem ser construídos utilizando uma das seguintes tecnologias básicas:

– Mask-ROM: Esse tipo de memória é gravado na fábrica do circuito integrado e não há como apagarmos ou regravarmos o seu conteúdo. Esse tipo de circuito é fabricado sob encomenda.

– PROM (Programmable ROM): Essa memória é vendida “virgem” e o fabricante do dispositivo que utilizará esse circuito se encarrega de fazer a gravação de seu conteúdo. Entretanto, uma vez gravada, não há como apagar ou reprogramarmos o seu conteúdo. A diferença entre esse circuito e o anterior é o local da gravação. Enquanto a Mask-ROM é fabricada já com um conteúdo predefinido (isto é, a gravação é feita na fábrica do circuito), a PROM é gravada pelo fabricante do periférico que utilizará o circuito.

– EPROM (Erasable Programable ROM): Da mesma forma que a PROM, a EPROM é vendida virgem e deve ser gravada pelo fabricante do dispositivo que a utilizará. Ao contrário dos outros dois tipos, o seu conteúdo pode ser apagado, o que é feito colocando-se o circuito integrado exposto à luz ultra violeta (esse circuito tem uma janela transparente para que o apagamento possa ser feito). Dessa forma, esse circuito pode ser regravado.

– EEPROM (Electric Erasable Programable ROM): A EEPROM (ou E2PROM é uma EPROM onde o apagamento não é feito através de luz, mas sim através de impulsos elétricos. Essa tecnologia permite a reprogramação de circuitos sem a necessidade de removê-los.

– Flash-ROM: A Flash-ROM é uma EEPROM que utiliza baixas tensões de apagamento e este é feito em um tempo bem menor (ou como dizem os norte-americanos, em um flash, daí o seu nome). Hoje em dia, a ROM da maioria das placas-mãe é formada por um circuito Flash-ROM, permitindo a reprogramação de seu conteúdo via software. Portanto, há duas diferenças importantes entre uma EEPROM e uma Flash-ROM: o apagamento da Flash-ROM é extremamente rápido e, ao contrário da EEPROM, não é possível reprogramar apenas um único endereço, isto é, quando a memória é apagada, todos os seus endereços são zerados. Na EEPROM, é possível apagar o conteúdo de apenas um endereço e reprogramar somente um determinado dado.

A placa-mãe do computador tem um único circuito de memória ROM, contendo os seguintes programas:

1) BIOS (Basic Input/Output System, Sistema Básico de Entrada/Saída): “Ensina” o processador a trabalhar com os periféricos mais básicos do sistema, tais como os circuitos de apoio, a unidade de disquete e o vídeo em modo texto.

2) POST (Power-On Self-Test, Autoteste ao Ligar): Um autoteste feito sempre que ligamos o micro. Você já deve ter reparado que, ao ligar o micro, há um teste de memória feito pelo POST. O POST executa as seguintes rotinas, sempre que o micro é ligado:

– Identifica a configuração instalada.

– Inicializa todos os circuitos periféricos de apoio (chipset) da placa-mãe.

– Inicializa o vídeo.

– Testa a memória.

– Testa o teclado.

– Carrega o sistema operacional para a memória.

– Entrega o controle do microprocessador ao sistema operacional.

3) Setup (Configuração): Programa de configuração de hardware do microcomputador; normalmente chamamos esse programa apertando um conjunto de teclas durante o POST (geralmente basta pressionar a tecla Del durante a contagem de memória; esse procedimento, contudo, pode variar de acordo com o fabricante da placa-mãe). Através desse programa é possível alterar o conteúdo da memória de configuração.

Esses três programas são completamente diferentes, embora estejam fisicamente armazenados dentro de um mesmo circuito integrado. Muita gente confunde esses conceitos, chamando, por exemplo, o Setup de BIOS. Muitos técnicos, sem o devido conhecimento, falam que “alteram o conteúdo do BIOS” ou “configuram o BIOS” quando, na verdade, entram no Setup da placa-mãe. Isso está tecnicamente errado. Como o BIOS é uma memória do tipo ROM, seu conteúdo não pode ser alterado (a não ser se o BIOS do micro estiver armazenado em um circuito do tipo Flash-ROM e você realizar um upgrade de BIOS através de software, o que é uma outra história).

Bateria

Quando você entra no Setup, as alterações efetuadas são armazenadas na memória de configuração da placa-mãe, também chamada memória CMOS. A memória de configuração é uma memória do tipo RAM e, por isso, seu conteúdo é apagado quando sua alimentação é cortada. Para que isso não ocorra, as placas-mãe têm uma bateria que alimenta essa memória, para que as informações de configuração não sejam perdidas quando desligamos o micro.

Assim, quando você pressiona a tecla Del durante a contagem de memória (ou seja, durante a execução do POST), você entra no Setup (e não no BIOS). As alterações efetuadas no Setup são armazenadas na memória de configuração (CMOS). O conteúdo da memória de configuração é usado pelo BIOS para saber qual é a configuração da máquina e, durante o POST, para programar os circuitos da placa-mãe.Atualmente a memória de configuração está embutida no chipset da placa-mãe, mais especificamente em um circuito chamado Ponte Sul.