Phenom e Phenom II – Chipsets

Graças ao controlador de memória integrado e ao uso do HyperTransport, não existiu uma ruptura real de compatibilidade dentro da linha de chipsets para processadores AMD. Do ponto de vista técnico, seria perfeitamente possível construir uma placa AM3 usando um chipset antigo como o nForce 4 ou o K8T800, por exemplo.

Apesar disso, os chipsets continuaram seguindo a linha natural de obsolescência, já que a introdução de recursos como o PCI Express 2.0, SATA 300 e o HyperTransport 3.0 (necessário para que os processadores AM3 possam demonstrar todo o seu potencial) criou um divisor natural entre os chipsets modernos e os modelos antigos.

Chipsets da AMD: Desde a primeira geração do Athlon, a AMD também desenvolve chipsets e placas de referência, mas ao contrário da Intel, nunca teve uma presença forte no setor. Os chipsets da AMD serviam mais como uma referência para outros fabricantes interessados em desenvolver chipsets para a plataforma.

Isso mudou com a aquisição da ATI (que, ao se fundir com a AMD, já era a número 3 no ramo de chipsets, perdendo apenas para a Intel e a nVidia), o que permitiu que a AMD se apoderasse do mercado de chipsets para seus próprios processadores, roubando o espaço que antes era ocupado pela da nVidia, VIA e SiS.

O primeiro chipset AMD após a compra da ATI foi o 690G, um chipset AM2 lançado em fevereiro de 2007. Ele era um chipset relativamente barato, que oferecia como principal atrativo um Radeon X1250 integrado. O X1250 é um chipset compatível com o DirectX 9/Shader Model 2 (equivalente a uma GeForce FX 5xxx em termos de compatibilidade com jogos), composto por duas unidades de processamento de texturas e 4 unidades de pixel shader, com um clock de 500 MHz.

Embora o desempenho fosse bastante modesto em relação às placas dedicadas da época, ele era quase 50% mais rápido que o GeForce 6150, que era o concorrente direto. Outro atrativo era o fato de ele oferecer suporte a DVI e HDMI, o que permitia que as placas oferecessem um dos dois conectores em conjunto com o VGA analógico.

Isso tornou as placas muito populares para uso em home theaters e HTPCs, eliminando a necessidade de usar uma placa de vídeo dedicada apenas por causa da saída HDMI.

A combinação do preço relativamente baixo com o bom desempenho do vídeo integrado, fez com que ele roubasse espaço do nForce 5xx/6150, e também dos chipsets da VIA e SiS, que entraram em estagnação.

Para as placas de baixo custo, foi lançado o 690V, uma versão de baixo custo, que se diferenciava do 690G por usar um chipset de vídeo Radeon X1200, que além do desempenho ligeiramente inferior (clock de 400 MHz contra os 500 MHz do X1250), não oferecia suporte a HDMI e DVI, limitando as placas ao conector VGA analógico.

Tanto o 690G quanto o 690V utilizam o chip S600 como ponte sul. Ele oferece 4 portas SATA 300 (suporte a RAID 1, 0 e 10), 10 portas USB, áudio HDA e uma única interface IDE. Ele não inclui uma interface de rede, o que faz com que a maioria das placas utilizem chipsets da Realtek, que são muito usados também em placas baseadas em chipsets Intel devido ao baixo custo.

O 690G logo deu lugar aos chipsets da série 700, usados em quase todas as placas com chipset AMD lançadas a partir do início de 2008. Como o controlador de memória é integrado ao processador, eles são encontrados tanto em placas AM2+ quanto em placas AM3.

O carro chefe dentro da linha é o 780G, que integra um chipset de vídeo Radeon HD 3200 e oferece também suporte ao CrossFire. Ele inclui 26 linhas PCIe 2.0, com 16 delas reservadas ao slot x16 (ou dois slots x16 com 8 linhas de dados cada no caso das placas com suporte ao CrossFire), 6 linhas destinadas aos slots PCIe x1 e aos periféricos integrados e as outras 4 linhas reservadas para a comunicação com o chip SB750, usado como ponte sul.

O SB750 oferece 6 portas SATA 300 (com suporte a RAID 1, 0, 10 e 5), 12 portas USB 2.0 (e mais duas portas USB 1.1, mantidas por questões de compatibilidade), áudio HDA e uma porta IDE solitária.

A AMD lançou também uma versão de baixo custo, o SB700, que se diferencia do SB750 por não oferecer suporte a RAID 5 nas portas SATA e não oferecer suporte ao Advanced Clock Calibration (ACC), o que reduz um pouco as possibilidades de overclock e elimina a possibilidade de destravar o quarto core nos processadores Phenom X3 (veja mais detalhes no tópico sobre o Phenom). Com exceção destes dois detalhes, os dois chips são praticamente idênticos.

O Radeon HD 3200 é um chipset de vídeo com suporte ao DirectX 10, que opera a 500 MHz, mas inclui apenas 40 stream processors, o que é apenas um oitavo do poder bruto de processamento de uma Radeon HD 4670 dedicada, por exemplo. O desempenho 3D é bem limitado para o padrão atual, mas é, ainda assim, bem superior ao GMA3100 usado pela Intel no chipset G31 (que seria o concorrente direto).

Assim como em quase todos os outros chipsets de vídeo atuais, a Radeon HD 3200 integrada ao 780G oferece suporte à decodificação de vídeos com codificação VC-1, H.264, WMV e MPEG-2 com até 1080p. Embora um processador dual-core ou quad-core atual tenha potência de sobra para fazer a decodificação via software, a GPU é capaz de fazer o trabalho de maneira muito mais eficiente, reduzindo o consumo elétrico do PC e mantendo o processador livre para outras tarefas. A aceleração via hardware permite também que você assista vídeos HD ao usar um Sempron ou outro processador de baixo desempenho.

Para melhorar o desempenho do vídeo integrado, a AMD incluiu o suporte ao Sideport, que permite aos fabricantes de placas utilizarem uma pequena quantidade de memória RAM como frame-buffer, melhorando o desempenho do vídeo em jogos e também em decodificação de vídeos com aceleração através da GPU. Algumas placas chegaram a oferecer 128 MB de memória DDR3 (que era ligada ao chipset através de um barramento de 16 bits) mas o ganho de desempenho era muito pequeno (na casa dos 5%) e a ideia foi logo abandonada.

Obs: O 780G é composto por 205 milhões de transistores, o que é mais de quatro vezes a contagem de transistores do Intel P45, por exemplo. A explicação para esta discrepância está na GPU, que consome a maior parte dos transistores. Para reduzir o tamanho, o 780G é produzido usando uma técnica de 55 nm, a mesma usada em chipsets de vídeo da ATI da série 38xx.

Em seguida temos o 790GX, que é uma versão mais rápida do 780G, onde a frequência de operação da GPU foi aumentada de 500 para 700 MHz. Entretanto, em vez de ser o produto de uma nova técnica de fabricação, o aumento foi o resultado de um simples processo de binning, onde os núcleos eram selecionados em fábrica, com os capazes de atingir frequências mais altas de operação sendo vendidos como modelos 790GX e os demais como 780G.

O aumento da frequência melhorou quase que proporcionalmente o desempenho da GPU, o que levou a AMD a inventar um novo modelo para a GPU do 790GX, dando origem à Radeon HD 3300. Graças à mudança, o 790GX é um pouco mais caro, mas os demais recursos são os mesmos.

O 790GX deu origem também à uma versão sem vídeo integrado, o AMD 790X. Assim como os dois antecessores, ele oferece suporte ao Crossfire, com o suporte ao uso de dois slots PCIe x16 com 8 linhas de dados cada um. Por ser mais barato que o 790GX, ele é muito usado em placas full-ATX ou mini-ATX, com 6 ou 7 slots de expansão, destinadas ao público que não tem interesse no vídeo integrado.

Uma segunda alternativa é o AMD 770, uma versão de baixo custo do 790X, que além da ausência do vídeo integrado, deixa de lado o suporte ao CrossFire, oferecendo suporte ao uso de um único slot PCIe x16. Apesar de ser o modelo mais simples dentro da linha, ele é consideravelmente mais barato, o que fez com que fosse o segundo chipset mais popular dentro da série, perdendo apenas para o 780G.

Um bom exemplo de placa baseada no AMD 770 é a Gigabyte MA770T-UD3P. Ela é uma placa AM3 (DDR3) de médio custo, que oferece um único slot PCIe x16, sem suporte ao CrossFire e sem vídeo onboard, acompanhando as limitações do chipset. Em compensação, ela oferece um conjunto bem completo de outras portas, incluindo 4 slots PCIe x1, dois slots PCI de legado, 6 portas SATA, 12 portas USB 2.0, uma porta IDE, além do som onboard HDA integrado à ponte sul e um chipset de rede Gigabit Ethernet RTL8111D, um conjunto bastante sólido para um PC de trabalho, ou mesmo para um PC de jogos com uma única GPU:

placa baseada no AMD 770 é a Gigabyte MA770T-UD3P (Fonte: http://www.hardware.com.br/static/20110124/m332ec1ba.jpg)

A AMD passou a produzir também uma versão de baixo custo do 780G, dando origem ao 760G, com uma versão simplificada do chipset de vídeo, o Radeon 3000, que não oferece suporte ao AVIVO, carecendo de suporte à aceleração de vídeos HD e Blu-ray e também de suporte a dois monitores que está disponível em placas baseadas no 780G.

Ao usar um processador dual-core, é possível assistir vídeo HD com decodificação via software, mas nesse caso a utilização do processador é bem mais alta e os resultados não são tão bons. Como resultado, o 760G pode ser suficiente para desktops de uso geral, mas não é uma opção recomendada para um HTPC, a menos que você pretenda usar uma placa 3D dedicada.

O 740G, que é o chipset mais barato dentro da família. Ele é uma versão atualizada do velho 690G, que permitiu que os fabricantes aproveitassem os projetos anteriores, reduzindo os custos. Diferente dos outros chipsets da série 700, ele não suporta o PCI Express 2.0 e nem o HyperTransport 3.0, mantendo o uso do PCI Express 1.1a e do HyperTransport 1.0, de 1.0 GHz.

Embora o chipset de vídeo integrado tenha sido renomeado para “Radeon 2100”, ele continua sendo o mesmo X1250, com suporte apenas ao DirectX 9 e com um conjunto de recursos bem limitado para os dias de hoje.

Embora o 740G seja compatível com os chips SB750 e SB700, a grande maioria das placas utilizam o SB600, que é mais barato, oferecendo apenas 4 portas SATA e 10 portas USB. Com isso, as placas baseadas no 740G acabam sendo apenas versões atualizadas de placas antigas baseadas no 690G, oferecendo apenas circuitos de alimentação e BIOS atualizados para suportar os novos processadores AM2+.

Em agosto de 2009, o 780G foi atualizado, dando origem ao 785G. Ele inclui uma versão sutilmente atualizada do chipset de vídeo, que mantém o clock de 500 MHz, mas adiciona suporte ao DirectX 10.1 e oferece um desempenho 3D ligeiramente superior, combinado com suporte a mais funções de aceleração de vídeo, voltadas para o uso em HTPCs.

Com exceção de algumas outras atualizações menores, o chipset continuou basicamente o mesmo, com a mesma contagem de transistores e ainda sendo produzido usando a mesma técnica de 55 nm. Você pode pensar no 785G como uma versão “1.1” do 780G, que inclui pequenas melhorias.

O 790FX, é o chipset mais caro da família, usado apenas em um pequeno número de placas de alto custo. Assim como o 790X ele é um chipset sem vídeo onboard, voltado para o uso de duas placas em modo Crossfire. A grande diferença entre os dois é que o 790FX possui nada menos do que 42 linhas PCI Express 2.0, o que permite o uso de dois slots PCIe x16 com 16 linhas de dados, diferente dos outros chipsets da família, que suportam apenas o modo 8/8. Embora o dobro de banda por slot pareça uma grande mudança, a ganho de desempenho na prática é bastante modesto, já que mesmo placas como as Radeon HD 5770 ficam longe de saturar a banda oferecida por slot com 8 linhas de dados PCIe 2.0.

Ele oferece também margens de overclock um pouco maiores do que os outros chipsets da série; e, o fato de ser o modelo de luxo dentro da série, faz com que ele seja usado apenas em placas de alto custo destinadas a entusiastas, que incluem sistemas de alimentação elétrica mais parrudos e mais opções de overclock.

Diferente da nVidia, que restringe o uso do SLI em placas com chipsets de outros fabricantes, a AMD é bem mais liberal com relação ao suporte ao Crossfire, o que permite que ele seja suportado também em placas com chipsets Intel.

O suporte ao CrossFire é um raro caso de cooperação entre a AMD e a Intel, já que é uma sinergia que beneficia a ambas, permitindo que a Intel fortaleça sua plataforma com o suporte a múltiplas GPUs e que a AMD venda mais placas de vídeo.

Em março de 2010, a AMD lançou o 890GX, inaugurando a série 800. Apesar da designação, o 890GX é apenas uma versão atualizada do 790GX, que oferece um conjunto atualizado de interfaces e suporte ao SATA 600. Ele é composto por 200 milhões de transistores e é fabricado pela TSMC, usando uma técnica de 55 nm.

Embora seja agora chamado de Radeon HD 4290, o chipset de vídeo é o mesmo encontrado no 785G, com as mesmas 40 unidades de processamento. Entretanto, o IGP opera a 700 MHz (em vez de 500 como no Radeon HD 4200 do 785G), oferecendo um desempenho ligeiramente superior. É basicamente o mesmo que no 790GX (onde a GPU também opera a 700 MHz) mas agora com suporte ao DirectX 10.1.

Ele oferece suporte também ao Dual-Graphics, uma versão recauchutada do Hybrid-CrossFire que permite usar o vídeo integrado em combinação com uma Radeon HD 5450 (o modelo mais simples dentro da linha 5xxx, com 80 SPs). Entretanto, o ganho de desempenho é marginal e a lista de jogos compatíveis é pequena. Em vez de perder tempo, compre qualquer outra placa 3D (basicamente, qualquer outro modelo atual vai oferecer um desempenho superior à da 5450 + IGP) e, se for o caso, use o IGP apenas para acoplar mais monitores.

Ponte norte do 890GX e o chip de memória do Sideport em uma Asus M4A89GTD

Além de utilizar memória compartilhada, o 890GX oferece suporte ao Sideport, que permite aos fabricantes de placas incluírem um chip solitário de memória DDR3 (de 128 MB) como memória de vídeo auxiliar. Assim como nos chipsets anteriores, o uso do Sideport é capaz de melhorar ligeiramente o desempenho do IGP, mas ele não faz diferença para quem vai usar uma placa 3D dedicada.

A principal mudança é a introdução do chip AMD 850 como ponte sul, substituindo o cansado AMD 750. A principal novidade é a inclusão de um controlador SATA 600, acompanhando a ascendência dos SSDs. Ele oferece um total de 14 portas USB 2.0 (duas a mais que o 750) mas ainda não inclui um controlador USB 3.0, se limitando a oferecer duas linhas PCI Express extras, que os fabricantes de placas podem usar para conectar um controlador externo.

O AMD 850 oferece também um controlador de rede gigabit e uma expansão do link de ligação com a ponte norte (batizado pela AMD de Alink Express III), que oferece agora 2 GB/s (em vez de 1.0 GB/s como no 750), com o objetivo de atender à demanda extra introduzida pelas duas linhas PCI Express.

Uma observação é que o AMD 890GX abandonou o suporte ao ACC, com o objetivo de dificultar a reativação dos núcleos castrados nos Phenom II X3 e X2. Apesar disso, a função pode ser reativada através de um switch em placas da Asus e da ASRock, como no caso da Asus M4A89GTD. Não deve demorar para que esta função esteja disponível também em placas de outros fabricantes.

O 890GX, provavelmentre, será o último chipset com vídeo integrado da AMD. Assim como no caso da Intel, o chipset de vídeo será integrado no próprio processador a partir do Llano, que trará uma GPU com suporte ao DirectX 11. Com isso, os chipsets se tornarão bem mais simples, assim como no caso do H55 da Intel. Como deve ter notado ao longo do guia, o ritmo das inovações relacionadas aos chipsets está se tornando cada vez mais lento, conforme novas funções são transferidas para dentro do processador.

Chipsets da nVidia: Os chipsets da nVidia para o Phenom e Phenom II são diretamente relacionados aos chipsets para a plataforma LGA-775 da Intel, que vimos há pouco. Previsivelmente, os chipsets para processadores Intel recebem a letra “i”, como em “680i SLI” e os para processadores AMD recebem a letra “a”.

Embora as duas famílias compartilhem a mesma tecnologia básica, eles diferem no controlador de memória e no barramento de dados. Nos processadores de 64 bits da AMD o controlador de memória é integrado ao processador e a comunicação é feita através de um link HyperTransport, enquanto nos LGA-775 o controlador faz parte do chipset e a comunicação é feita através do FSB.

Depois dos chipsets da série 500, o próximo lançamento foi o nForce 630a, uma solução single-chip com GPU integrada, similar ao nForce 630i usado na plataforma Intel.

Foi usado tanto em placas soquete 939 quanto em placas AM2, oferecendo um único slot PCI Express 1.1 x16, 4 portas SATA 300 (com suporte a RAID 0, 1, 5 e 10), 10 portas USB 2.0, áudio HDA e rede gigabit. Ele foi produzido em duas versões, diferenciadas pela GPU integrada, que podia ser a GeForce 7025 ou a GeForce 7050PV.

Ambas são GPUs compatíveis com o DirectX 9.0c, com um único par de unidades de renderização, processamento de texturas e processamento de pixel shaders e uma única unidade de vertex shaders. O clock é de apenas 425 MHz, o que resulta em um desempenho bastante modesto para os padrões atuais.

Os dois oferecem também suporte à decodificação de vídeos 1080i (codificados em MPEG-2), incluindo o suporte a HDCP e saída DVI. A diferença entre os dois é que o 7050PV oferece suporte à HDMI e inclui um codificador de vídeos capaz de fazer upscaling de vídeos em baixa resolução via hardware.

O 630a competiu com o AMD 690G, que oferecia recursos similares. Na época, a AMD era a novata, o que a obrigou a ser mais agressiva com relação aos preços, fazendo com que houvesse uma grande oferta de placas de baixo custo baseadas no 690G. A nVidia por sua vez se beneficiou da popularidade do nForce 430 (com a GeForce 6100 ou 6150), que impulsionaram as vendas do sucessor.

O nForce 630a fez par com o nForce 680a SLI, a versão high-end, com suporte a SLI. Entretanto, diferente dos outros chipsets da série, o nForce 680a SLI não foi uma solução de uso geral, mas sim um chipset especializado, destinado às placas dual-processor da série Quad FX (veja mais detalhes a seguir), lançada pela AMD no final de 2006.

O alto custo da plataforma Quad FX fez com que o 680a fosse um chipset extremamente incomum. Para a maioria, a melhor solução continuou sendo o nForce 570 SLI, que podia ser encontrado em placas AM2 moderadamente acessíveis.

Tanto o 630a quanto o antigo 570 SLI continuaram na ativa até maio de 2008, quando deram lugar à série 700, composta pelos chipsets nForce 780a SLI, 750a SLI, 730a e 720a. Diferente do que tivemos na série 700 para processadores Intel, o chipset de vídeo integrado é usado em todas as versões. A configuração dos chipsets é também um pouco diferente, baseada no uso de um único chip, combinado com o bridge nForce 200 nas versões com suporte a SLI e de um link Hyper Transport 3.0 para a comunicação com o processador.

Como o controlador de memória é integrado ao processador, não existe também diferenciação com relação ao número de canais ou frequências de memória suportadas, com todos utilizando memórias DDR2 dual-channel nas placas AM2+ e DDR3 dual-channel nas placas AM3.

O nForce 780a SLI, a versão high-end, com suporte ao 3-way SLI. Além do pacote básico de interfaces (6 portas SATA 300 com suporte a RAID, 12 portas USB, rede gigabit, áudio HDA, etc.) ele faz par com o chip nForce 200 para oferecer as 32 linhas PCI Express 2.0 responsáveis pelo suporte a SLI, conforme figura abaixo:

nForce 780a SLI

Diferente do que temos no 780i SLI, os três slots PCIe são ligados ao chip nForce 200. Como ele possui apenas 32 linhas, é usada uma configuração híbrida (x16/x8/x8), onde o primeiro slot recebe 16 linhas e os outros dois recebem apenas 8 linhas, resultando em uma pequena perda.

Em seguida temos o nForce 750a SLI, a versão intermediária, que oferece suporte a apenas duas placas. Ele elimina o uso do chip nForce 200, com os dois slots sendo ligados diretamente ao MCP. Como ele oferece apenas 16 linhas de dados, os dois slots operam em modo x8/x8 ao usar duas placas. Os demais recursos são iguais aos do 780a, com o 6 portas SATA, 12 portas USB, rede gigabit (uma única interface), RAID, áudio HDA e suporte a Blu-ray e HDCPI no vídeo integrado, bem como o suporte ao uso de dois monitores.

O principal motivo de ambos os chipsets oferecerem vídeo integrado, mesmo sendo destinados a quem pretendia utilizar placas dedicadas, foi a investida da nVidia em torno do Hybrid Power, um sistema de gerenciamento avançado de energia, que permite chavear entre o uso do vídeo integrado e das GPUs dedicadas, permitindo economizar energia enquanto o sistema está executando tarefas leves.

O HybridPower tinha muitas limitações, com destaque para o chaveamento manual e de ser compatível apenas com as GeForce 9800GTX e 9800GX2. Isso fez com que ele fosse pouco usado e se tornasse obsoleto a partir da introdução das GeForce 2xx, que incorporaram um sistema próprio de gerenciamento de energia, independente da GPU integrada.

Em ambos os casos, a GPU integrada é a GeForce 8200, uma versão integrada da GeForce 8400 GS, que oferece apenas 16 unidades de processamento e usa memória compartilhada. Apesar da diferença de nomenclatura, esta é a mesma GPU encontrada no chipset GeForce 9300 da linha para processadores Intel, apenas com pequenas diferenças nos clocks e recursos suportados.

O grande problema é que a linha para processadores AMD enfrentou a concorrência do AMD 780G, que oferecia uma GPU consideravelmente mais poderosa (cerca de 25% mais rápida que a GeForce 8200), o que não foi muito bom para a reputação da série.

O motivo da nVidia optar pelo uso de uma GPU tão fraca é o fato de os chipsets serem otimizados para a exibição de vídeos HD e Blu-ray e não para o processamento 3D. A ideia era que o dono espetasse uma placa dedicada (ou várias placas em SLI) caso pretendesse usar o PC para jogos.

Descendo um pouco mais a pirâmide, temos o nForce 730a e o nForce 720a, as duas versões mais simples, destinadas a placas de médio e baixo custo. Fisicamente, os dois chipsets não são diferentes do 750a, mas o suporte a SLI é desativado em fábrica, com o objetivo de segmentar a linha.

No lugar do SLI, a nVidia incluiu o suporte ao GeForce Boost, que permite combinar a GPU integrada com uma GeForce 8400GS ou 8500GT dedicada, criando uma espécie de “SLI de pobre”. O uso do GeForce Boost é muito limitado, já que o desempenho é baixo (mesmo com uma 8500GT o desempenho é inferior ao de uma GeForce 8600GT, que é o modelo seguinte dentro da linha) e o sistema funciona apenas com estas duas placas específicas (usando qualquer outra placa a GPU integrada é desativada). Isso fez com que o GeForce Boost logo se tornasse obsoleto, assim como o Hybrid Power.

Tanto o 730a quanto o 720a oferecem o mesmo conjunto básico de recursos que o 780a e o 750a, com suporte a um único slot PCIe 2.0 x16, suporte a Blu-ray e HDCP no vídeo integrado, 6 portas SATA, 12 portas USB, rede gigabit e áudio HDA. Entretanto, as placas baseadas nos dois tendem a oferecer menos interfaces, já que eles são predominantemente usados em placas micro-ATX de baixo custo.

A única diferença do 730a em relação ao 720a é a frequência da GPU integrada. O 720a usa a mesma GeForce 8200 encontrada no 780a e no 750a, onde a GPU opera a 500 MHz e as unidades de processamentos de shaders operam a 1.2 GHz. O 730a por sua vez usa a GeForce 8300, uma versão overclocada, onde as unidades de processamento operam a 1.5 GHz, oferecendo um desempenho ligeiramente superior. Como pode imaginar, o principal motivo do overclock foi reduzir a diferença de desempenho em relação ao AMD 780G, melhorando a competitividade do chipset.

Asus M3n78 - placa baseada no nForce 730a/GeForce 8300.

A Asus preferiu transformar uma das portas SATA em uma porta eSATA disponível no painel traseiro. Devido a isso, apenas 5 portas estão disponíveis no corpo da placa, com as três portas vermelhas destinadas a quem usar a função de RAID 5 (com 3 HDs) oferecida pelo chipset.

Fonte: Internet e http://www.hardware.com.br/guias/processadores-era-moderna/chipsets-phenom-phenom2.html

2011 02 11

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