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Archive for maio \30\UTC 2011

Algoritmos genéticos

Um algoritmo genético (AG) é uma técnica de busca utilizada na ciência da computação para achar soluções aproximadas em problemas de otimização e busca, fundamentado principalmente pelo americano John Henry Holland. Algoritmos genéticos são uma classe particular de algoritmos evolutivos que usam técnicas inspiradas pela biologia evolutiva como hereditariedade, mutação, seleção natural e recombinação (ou crossing over).

Algoritmos genéticos são implementados como uma simulação de computador em que uma população de representações abstratas de solução é selecionada em busca de soluções melhores. A evolução geralmente se inicia a partir de um conjunto de soluções criado aleatoriamente e é realizada por meio de gerações. A cada geração, a adaptação de cada solução na população é avaliada, alguns indivíduos são selecionados para a próxima geração, e recombinados ou mutados para formar uma nova população. A nova população então é utilizada como entrada para a próxima iteração do algoritmo.

Um algoritmo é uma sequência bem definida de passos para resolver um problema.

O melhor exemplo de uso dos algoritmos é na construção de programas de computador, que seguem passos precisos para resolver problemas de forma muito rápida.

O inconveniente é que, para construir o algoritmo e o programa, o humano por detrás do teclado deve saber muito bem como resolver o problema.

Mas não precisa ser sempre assim. Há uma solução, por assim dizer, mais produtiva: o uso de algoritmos genéticos.

Em vez de tomarem decisões lógicas simples e previsíveis, como os algoritmos normais, um algoritmo genético é construído de forma a gerar mutações, criando novas gerações de passos, cada uma eventualmente mais próxima da solução do problema.

Os cientistas acreditam que os algoritmos genéticos estão nos colocando no limiar de uma nova era na história da invenção, das inovações e da pesquisa científica.

Isto porque os programas de computador passam a poder “evoluir” automaticamente, criando projetos que, muitas vezes, nenhum ser humano poderia idealizar.

Essa nova forma de inventar já está transformando áreas tão diversas como a locomoção de robôs, a criação de novos componentes eletroeletrônicos e até o projeto de motores diesel menos poluentes.

Os algoritmos genéticos imitam a seleção natural, descrevendo um projeto como se ele fosse um genoma construído de segmentos.

Cada segmento descreve um parâmetro da invenção, da forma do objeto, por exemplo, até aspectos muito mais detalhados, como a resistência elétrica ou as afinidades químicas do material.

Alterando aleatoriamente alguns segmentos – criando versões mutantes deles – o algoritmo melhora o projeto.

Os melhores resultados obtidos em cada rodada – em cada geração – são então reunidos, e tudo recomeça rumo a uma nova geração, para melhorar ainda mais as coisas.

Até recentemente, um computador de mesa médio não tinha o poder de processamento para triturar os dados através de milhões de gerações e descartar os mutantes indesejáveis.

Isso agora mudou, permitindo que os algoritmos genéticos passem a ter um efeito mais prático, mais imediato, mas também mais profundo, na pesquisa e no desenvolvimento.

É o que defende John Koza, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, um dos pioneiros no uso dos algoritmos genéticos no desenvolvimento de projetos de engenharia.

Ele desenhou uma nova “raça” de antenas de rádio super eficientes dessa maneira.

O que é realmente interessante, segundo o pesquisador, é que nem sempre é claro por que a invenção evoluída funciona: nenhum ser humano poderia, de forma razoável, criar tais antenas, com suas formas estranhas.

E, para quem quer reaproveitar o conhecimento já existente, o programa pode ser posto para gerar uma nova concepção a partir de inventos humanos, como os registrados em patentes.

A invenção evolutiva parece estar pegando em todas as áreas do conhecimento. As empresas de medicamentos estão se tornando suas grandes usuárias, por exemplo, evoluindo novos mecanismos moleculares que atingem determinados receptores, em que nenhum ser humano teria pensado.

“A maioria das invenções evoluídas não é necessariamente dramática – mas elas estão produzindo um fluxo constante de melhorias,” afirma Hod Lipson, um roboticista da Universidade Carnegie Mellon. “O importante é que elas estão tendo um efeito cumulativo profundo na aceleração da inovação”.

Mas não espere ouvir falar muito sobre os algoritmos genéticos e seus efeitos sobre as futuras inovações.

Segundo Lipson, a maioria dos pesquisadores vai preferir ficar com o crédito sobre suas invenções maravilhosas, deixando implícito que elas evoluíram em seus próprios cérebros.

Leia também: ALGORITMOS GENÉTICOS: PRINCÍPIOS E APLICAÇÕES

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=invencoes-evolutivas-algoritmos-geneticos&id=010150110526

2011 05 30

Células a combustível a biodiesel chegam ao mercado.

O protótipo, capaz de gerar 200 watts, mostrou apenas um ligeiro descréscimo na produção de energia quando foi utilizado o "reformador inteligente" de biodiesel.

Um grupo de engenheiros de universidades e empresas da Noruega começou a testar uma tecnologia mista para a alimentação de carros elétricos e geração independente de energia elétrica.

Enquanto as quase perfeitas células a combustível a hidrogênio não chegam, os pesquisadores estão unindo uma célula a combustível “mais tolerante” com o biodiesel.

A união das duas tecnologias mostrou-se altamente viável depois que os cientistas compararam o rendimento de uma célula a combustível – sua capacidade de geração de eletricidade – alimentada tanto por hidrogênio puro quanto pelo hidrogênio gerado por uma nova unidade de reforma do biodiesel que eles construíram.

O protótipo, capaz de gerar 200 watts, mostrou apenas um ligeiro decréscimo na produção de energia quando foi utilizado o “reformador inteligente” de biodiesel.

Isto torna a unidade mais ambientalmente correta do que as células a combustível atuais que usam hidrogênio puro, uma vez que este gás é hoje gerado a partir do gás natural, um primo do petróleo, enquanto o biodiesel é considerado um combustível renovável.

Se necessário, a unidade também funciona com diesel comum.

Segundo os engenheiros, assim, como a célula a combustível, o reformador não emite fumaça e nem odor, o que o torna um parceiro ideal para a célula a combustível, que só emite água como subproduto da geração de eletricidade.

Segundo eles, usar o diesel para gerar eletricidade, e depois usar a eletricidade para mover motores elétricos que impulsionem os veículos, elimina toda a emissão de particulados do diesel, o que inclui, além da mal-cheirosa fumaça preta, os óxidos nitrosos (NOx) e o monóxido de carbono.

O próximo passo é tentar colocar o “gerador elétrico silencioso” no mercado, o que está sendo tentado pelo programa Renergi, do governo da Noruega, por meio da empresa Nordic Power Systems.

A célula a combustível será fabricada pela empresa norte-americana SAFCell, em uma parceria com o Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Os primeiros modelos, que deverão ser produzidos no início de 2012, serão voltados a aplicações estacionárias, como geradores de eletricidade para centros de computação.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celulas-combustivel-biodiesel&id=010170110527

2011 05 30

 

Telescópio Einstein em busca das ondas gravitacionais.

Telescópio Einstein vai procurar ondas gravitacionais, minúsculas variações na estrutura do espaço-tempo, previstas por Albert Einstein em 1916. Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Um grupo internacional de cientistas finalizou o projeto do Telescópio Einstein, um observatório de ondas gravitacionais 100 vezes mais sensível do que os instrumentos atuais.

O Telescópio Einstein será subterrâneo, construído a uma profundidade entre 100 e 200 metros, e terá três detectores, interligados por túneis de 10 quilômetros de extensão.

Ondas gravitacionais são ondulações no tecido do espaço-tempo, produzidas por eventos violentos no Universo, como colisões de buracos negros e explosões de supernovas, previstas por Albert Einstein em 1916, como uma consequência da sua Teoria Geral da Relatividade.

As ondas gravitacionais são emitidas pela aceleração de massas, de forma muito parecida com que as ondas eletromagnéticas são produzidas pela aceleração de cargas elétricas – como os elétrons em uma antena.

Ao contrário das outras formas de radiação conhecidas pelo homem, as ondas gravitacionais estariam viajando até nós desde o início do Universo totalmente incólumes, livres de qualquer interferência.

Ou seja, a informação que os cientistas coletam a partir da luz, das radiofrequências e de outras ondas, estão de certa forma “corrompidas” por interferências. Isto não deve acontecer com as ondas gravitacionais.

A capacidade de detectar diretamente as ondas gravitacionais poderá inaugurar uma nova era na astronomia, permitindo insights totalmente novos sobre o Universo.

Nenhuma forma de emissão dos outros tipos de radiação é, ao mesmo tempo, uma fonte forte de ondas gravitacionais.

Desta forma, para ter um quadro completo do Universo, os cientistas deverão juntar as observações das ondas gravitacionais, eletromagnéticas, dos neutrinos e dos raios cósmicos.

Por exemplo, usando as ondas gravitacionais será possível sondar partes do Universo escondidas por poeiras cósmicas. Ou obter-se visões totalmente novas de eventos cósmicos já observados ou até agora invisíveis a outros instrumentos, dando uma perspectiva completamente diferente aos acontecimentos astronômicos, assim como um telescópio de infravermelho dá informações diferentes de um telescópio na faixa visível.

O Telescópio Einstein, apesar de seu nome, nada tem em comum com outros telescópios.

Esquema de funcionamento do Telescópio Einstein. A partir de cada um de seus cantos, um feixe de laser é dividido e disparado em direção aos dois outros cantos..

Ele será formado por um conjunto de três interferômetros subterrâneos, cada um a uma distância de 10 quilômetros um do outro.

Seu princípio de funcionament

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KDE 4.7 beta 1

Foi publicado nesta semana o beta 1 do KDE 4.7, trazendo mais aprimoramentos no ambiente como um todo.

Temos como destaques: – O KWin, gerenciador de janelas do Plasma agora suporta OpenGL-ES 2.0, melhorando consideravelmente o desempenho e desenvolvimento em dispositivos móveis; – Dolphin, o gerenciador de arquivos, recebeu leves melhorias na interface e agora lida melhor com a busca de metadata nos arquivos; – O KDM, gerenciador de login do KDE, agora reconhece as entradas do Grub 2. Ele permite reiniciar em outro sistema listado no Grub sem alterar o padrão; – O Marble, globo virtual, agora suporta a busca de endereços offline, ajudando muito na versão mobile.

 

Mais informações em: http://kde.org/announcements/announce-4.7-beta1.php

O download pode não ser tão fácil, visto que não está disponível para todas as distros ainda. Lembramos que é uma versão beta, pode ter bugs que serão corrigidos até a versão 4.7 final.

Download em: http://kde.org/info/4.6.80.php

Fonte: internet

2011 05 28

 

Empresa de segurança russa faz crack da criptografia via hardware do iOS 4

Uma empresa de segurança russa anunciou o primeiro conjunto de ferramentas (toolkit) capaz de “craquear” a criptografia e as senhas do sistema operacional para portáteis mais recente da Apple. A ElcomSoft afirma que seu software pode contornar a segurança que protege os dados, como mensagens SMS, fotos, emails, geolocalização e histórico de navegação, no iPhone 3GS e 4, além dos iPods e iPads mais recentes.

A partir do iOS 4, a Apple começou a utilizar um sistema de criptografia via hardware chamada de “Data Protection”, que armazena uma senha definida pelo usuário em um chip embarcado, com criptografia AES de 256 bits. Arquivos armazenados no iOS 4 são protegidos com uma key específica do dispositivo, conhecida como “UID”, ou “Unique ID”. Obviamente, a ElcomSoft afirma que seu software quebra tudo isso.

Embora a companhia não ofereça detalhes mais específicos sobre como seu toolkit procura pelo UID do dispositivo, ela nota que a opção padrão “Simple passcode” usada em dispositivos da Apple pode ser ‘craqueada’ em um ataque de força bruta com certa facilidade, já que requer somente quatro dígitos. Com somente 10 mil combinações possíveis, um passcode do iPhone 4 pode ser quebrada de 20 a 40 minutos.

Se o passcode não consegue ser quebrado, o toolkit pode obter as escrow keys do dispositivo. A empresa alega que as “escrow keys são criadas e armazenadas pelo iTunes quando você conecta um dispositivo iOS no computador. Ter um conjunto de escrow keys recolhidas a partir de um computador onde um dispositivo iOS foi conectado uma vez dá os mesmos poderes que saber o passcode”.

O pacote da ElcomSoft não estará disponível a todos, considerando que pode essencialmente invadir todos os dados pessoais de qualquer um que tenha um aparelho com iOS. A companhia afirma que apenas comercializará suas ferramentas a agências policiais, forenses e de inteligência, e organizações governamentais “selecionadas”. Para agradar os pobres mortais, a ElcomSoft vende publicamente um “password breaker” compatível com o iOS.

Fonte: http://www.hardware.com.br/noticias/2011-05/crack-ios4.html

2011 05 28

Pesquisadores avançam na tecnologia de ‘biobateria’

Pesquisadores da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, obtiveram um avanço significativo na tecnologia de célula combustível microbiológica. Uma equipe de cientistas descobriu a estrutura molecular que permite à bactéria transferir carga elétrica. Os resultados podem abrir a porta para novas pesquisas, que provavelmente melhorarão a eficiência das células de combustível referidas como “baterias biológicas”.

Dr. Tom Clarke, um dos pesquisadores, disse que “este é um grande avanço na nossa compreensão de como algumas espécies de bactérias movem os elétrons do interior para o exterior de uma célula. Identificar a estrutura molecular exata das principais proteínas envolvidas neste processo é um passo crucial para termos nos microrganismos uma futura fonte viável de eletricidade.”

A bactéria Shewanella oneidensis foi observada usando cristalografia de raios-X para se ter um olhar mais focado nas proteínas responsáveis pela transferência de elétrons. Uma compreensão mais profunda dos mecanismos de transferência deverá ser feita para o desenvolvimento de novos métodos para a conexão de células a eletrodos.

Fonte: http://www.hardware.com.br/noticias/2011-05/avanco-biobateria.html

2011 05 28

BlueStacks cria sistema para rodar apps do Android no Windows

A startup BlueStacks desenvolveu um sistema de runtime para o Android no Windows. Ele permite rodar apps nativas do Android no Windows sem emulação, oferecendo um bom desempenho – diferente de usar o emulador do Google ou uma máquina virtual, ou qualquer outra solução existente até então.

O sistema mas tem um foco comercial, algo para gerar dinheiro, tanto que a empresa está conseguindo bons investimentos.

As apps do Android podem rodar lado a lado com os aplicativos do Windows, e o acesso ao Market oficial provavelmente não seria liberado pelo Google nesse caso.

Existe a possibilidade de rodar a interface do Android sem deixar de lado os programas do Windows. Isso cria a possibilidade de alguns notebooks ou netbooks conversíveis alternarem para a tela do Android para aproveitar melhor a tela de toque.

Seria possível também usar a tela do Windows num monitor e a do Android em outro, caso use uma configuração com várias telas.

A empresa anunciará os primeiros parceiros de hardware nas próximas semanas. Uma versão em desenvolvimento da ferramenta deverá ser disponibilizada para testes em junho ou julho, é possível se inscrever numa lista para receber a versão alpha.

Para mais informações acesse: http://www.bluestacks.com/.

Fonte: internet

2011 05 28