Arquivo

Archive for janeiro \31\UTC 2011

Bloqueio à web no Egito

O acesso à internet na capital egípcia foi cortado após uma série de protestos contra o regime do ditador Hosni Mubarak. Nenhum dos maiores provedores de internet funcionam no Cairo.

Organizações de direitos humanos também denunciaram o bloqueio de redes sociais como Facebook e Twitter.

Para o professor Wilson Massashiro Yonezawa, do Departamento de Computação da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru, a proibição é um combustível para a disseminação da informação no país.

Segundo ele, é difícil deter o poder das mídias digitais. “É muito diferente do passado quando a censura fechava a TV, o rádio e os jornais, e praticamente não se sabia nada sobre o país”, afirma.

José Carlos Rodrigues, professor de Arena Digital na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) ressalta que a internet é um catalisador de mensagens.

Ele diz que as manifestações via internet no Egito só foram possíveis porque as pessoas já estavam mobilizadas nas ruas. “A partir desse momento a voz do movimento real toma mais força no meio digital”.

Em 2009, pessoas de todo o mundo ajudaram, por meio da internet, os opositores ao governo iraniano a driblar a censura, filtrar notícias de confrontos e a evitar a detenção.

Fotos, vídeos e atualizações dos acontecimentos nas ruas de Teerã chegaram aos sites de relacionamento como Twitter, Facebook, YouTube ou Flickr, apesar dos esforços do governo iraniano para tornar inacessíveis os telefones celulares e a internet.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/866405-bloqueio-a-web-no-egito-impulsiona-disseminacao-da-informacao.shtml

2011 01 31

Reclamações de lojas virtuais cresceram 320%

Dados do site de reclamações Reclameaqui.com.br mostram que o volume de reclamações feito no mês de dezembro para as 14 lojas virtuais de maior operação no país aumentou 320% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Maurício Vargas, do Reclameaqui, liga o aumento das reclamações ao próprio crescimento do comércio virtual no Brasil. Mas ele afirma que o aumento das queixas foi desproporcionalmente maior que o das vendas.

A principal reclamação dos consumidores é quanto à entrega do produto. “A logística de entrega não funciona no país. Observamos que 74% das reclamações de dezembro foram relacionadas aos atrasos de entrega.”

Outros problemas estão relacionados a produtos que vieram errado, propaganda enganosa e mercadoria entregue com defeito.

ENTREGA

Vargas explica que existem três causas principais para as falhas na entrega das compras. “Em alguns casos, a indústria não conseguiu manufaturar o produto vendido. Também existem problemas de dentro da empresa, como a ausência de pátio para armazenar os produtos. Por fim, existem os problemas de logística, que estão suscetíveis a fatores como chuva ou tipo de transporte usado na entrega”, conta.

Dados do Procon de São Paulo mostram que a não entrega ou a demora para a chegada do produto à casa do consumidor foram motivo dos principais atendimentos relacionadas ao comércio eletrônico na cidade de São Paulo entre janeiro e novembro de 2010.

Marcos Diegues, do Procon, destaca que a época de fim de ano é ainda mais complicada em relação a isso, mas os dados da fundação mostram que o problema persiste nos outros meses.

“Os números têm aumentado a cada ano. Sabe-se que essa época é complicada e não se faz nada”, disse, ao ser questionado se as empresas estão tomando alguma providência diante da demanda de reclamações.

Os registros do Procon, segundo Diegues, mostram reclamações de falta de entrega, produtos entregues com defeito e desistência das compras não reconhecidas.

Nesse último caso, o consumidor resolve cancelar a compra depois de a empresa não ter cumprido parte do contrato (como o prazo de entrega, por exemplo), mas a companhia resiste em reconhecer isso.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/tec/867437-reclamacoes-de-lojas-virtuais-cresceram-320-diz-site.shtml

2011 01 31

Sistema de compras do Governo é reformulado

O Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), usado nos processos de compras governamentais, passou por uma reformulação. A partir de agora, os fornecedores farão o cadastramento pela  internet, sem precisar se dirigir a uma unidade cadastradora. O novo modelo deverá ser adotado por todos os órgãos públicos que integram do Sistema de Serviços Gerais (Sisg).

De acordo com a secretária de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento,Glória Guimarães, o novo sistema já está ligado a Receita Federal. “Antigamente, o fornecedor tinha de ir a cada operação [feita] no centro de cadastramento. Agora, a única vez que ele [o fornecedor] vai precisar ir lá é para fazer a verificação da documentação necessária. O recadastramento será feito automaticamente”.

Com a mudança, o fornecedor também não precisará mais preencher um formulário em cada órgão. “Se está no Sicaf, vale para todo o mundo [todas os órgãos públicos]. Outro ponto importante é o tempo, pois logo após fazer o cadastramento pela internet, já está valendo. Antes, você levava três dias para fazer a validação desse cadastro”.

Com a criação do novo sistema, todos os órgãos governamentais deverão criar uma unidade própria de cadastramento em 180 dias. Segundo o Ministério do Planejamento, atualmente há 1.620 unidades em todo o país. O novo sistema pode ser acessado pelo portal www.comprasnet.gov.br.

Fonte: http://www.comprasnet.gov.br/; http://info.abril.com.br/noticias/ti/sistema-de-compras-do-governo-e-reformulado-31012011-0.shl

2011 01 31

Nintendo 3DS terá Street Fighter especial

O console portátil Nintendo 3DS vai ganhar uma versão turbinada do game Super Street Fighter IV.

Ryu, acima, terá movimentos em terceira dimensão.

O jogo de luta, que faz sucesso em consoles e fliperamas desde o final da década de 80, será totalmente em 3D.

Isso significa que os movimentos dos 35 lutadores do jogo – entre eles os lendários Ryu, Ken e Guile – são bem realistas, apesar do visual do game ainda manter a “cara de desenho animado”.

Para compensar, a Capcom, desenvolvedora do game, também vai adicionar outras novidades. Entre eles, um novo tipo de visualização (na qual o jogador terá a impressão de que a câmera está nos ombros do lutador) e novos golpes que serão acionados a partir de toques na tela do Nintendo 3DS.

Super Street Fighter IV 3D Edition também aproveitar a rede da Nintendo para permitir que o jogador dispute com rivais de outras partes do mundo. Mas bacana mesmo é o recurso que procura rivais nas ruas, no metrô, no ônibus, no parque ou em qualquer outro lugar. Claro, a luta só vai acontecer se o Nintendo 3DS encontrar outro jogador próximo.

A Capcom, como mostra o vídeo abaixo, também incorporou um novo estilo de jogo: a batalha de Coleção de Figuras (as figuras, na verdade, são troféus adquiridos com as vitórias no game). Ou seja, os troféus que os jogadores ganham nas disputas, duelam com os troféus de outras pessoas. O interessante é que as batalhas acontecem automaticamente, quando o dono do Nintendo 3DS cruza com outro jogador pelas ruas.

O Super Street Fighter IV 3D está programado para março desse ano.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/nintendo-3ds-tera-street-fighter-especial-30012011-4.shl

2011 01 31

Lixo eletrônico requer sistema de coleta e reciclagem específico

A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet – seção Rio de Janeiro (Assespro-RJ) está preocupada com o lixo eletrônico gerado principalmente pelos equipamentos de informática, como os computadores.

A entidade se mobiliza para dar uma destinação correta a esse tipo de lixo, de acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 2. O plano estabelece que todos os fabricantes e consumidores devem ter responsabilidade em relação ao descarte do lixo.

Um encontro promovido pela Assespro discutirá o destino que deve ser dado às máquinas que ficam obsoletas diante do processo de desenvolvimento contínuo do setor de tecnologia da informação.

O diretor da organização não governamental (ONG) PC Vida, Abner Feital, falará sobre a redução dos impactos causados ao meio ambiente pelos resíduos dos equipamentos eletroeletrônicos. A ideia é estabelecer um destino politicamente correto para esse tipo de lixo.

Lixo eletrônico

O vice-presidente executivo da Assespro-RJ, Alvaro Cysneiros, disse que o Brasil é o campeão entre os países emergentes na produção desse lixo eletrônico. “Somos os campeões dos emergentes, com certeza, e um dos maiores do mundo, se colocarmos os países desenvolvidos também”.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são 96,8 mil toneladas de computadores que vão para o lixo anualmente no Brasil. Eles são despejados em lixões e provocam derramamento de metais pesados, resultando em lixo tóxico, prejudicial à saúde.

Cysneiros afirmou que a associação quer implementar nos municípios fluminenses um processo de destinação ambiental correta de todo o lixo eletrônico, desde a coleta até a fase de reciclagem. “O processo começa com locais de recepção desse material”. Ele alertou, contudo, que as pessoas e empresas não podem jogar o lixo eletrônico nos mesmos locais onde são despejados os resíduos orgânicos.

Para garantir um destino correto a esse lixo especial, o vice-presidente da associação ressaltou a necessidade de haver postos de coleta espalhados pelas cidades ou um serviço de coleta específico. A proposta prevê a instalação de galpões, onde cooperativas treinadas se incumbiriam de proceder à desmontagem e ao reaproveitamento eventual de máquinas. Computadores reciclados podem ser destinados para uso público, acrescentou.

O trabalho de separação deve obedecer aos vários tipos de material usados nesses equipamentos, explicou Cysneiros. Vidro, cobre e plástico são alguns subderivados dos equipamentos que podem gerar renda por meio da reciclagem. As cooperativas devem ser cadastradas e homologadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). “Assim, você garante que tudo foi desmontado e separado e teve a destinação ambiental correta. Desde que você tenha cooperativas preparadas para isso, gerando renda e fazendo o processo fluir”.

Indústria de reciclagem do lixo eletrônico

Ainda não existe no Brasil uma indústria de reciclagem do lixo eletrônico. O que há são algumas iniciativas municipais. Uma delas, da ONG PC Vida, de Itaipava, em Petrópolis, região serrana do Rio, coleta e dá destinação ao material eletroeletrônico descartado. A organização apoia a Assespro-RJ nesse projeto. “Eles já fazem essa destinação correta no município de Petrópolis e a gente está querendo pegar essa iniciativa para multiplicar pelo resto do estado”, disse Cysneiros.

Ele lembrou que a Lei 12.305, que trata dos resíduos sólidos, exige dos fabricantes uma responsabilidade solidária. Isso significa que eles têm que garantir uma destinação correta para os equipamentos. “O problema do lixo eletrônico é que no Brasil a maioria dos computadores é formada por máquinas montadas. Você tem o gabinete de um fabricante, a placa-mãe de outro”. O mesmo ocorre em relação às placas de vídeo, por exemplo. “Então, você não consegue responsabilizar um único fabricante por aquele computador”.

A melhor solução, na avaliação de Cysneiros, é ter um método de coleta em que, na ponta, cooperativas de catadores se encarreguem de dar uma destinação correta aos sub-resíduos desses equipamentos.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lixo-eletronico-coleta-reciclagem&id=040175100826

2011 01 24

Ano de 2010 foi um dos mais quentes da história

A agência da ONU para estudos meteorológicos, Organização Mundial de Meteorologia (OMM), informou que o ano de 2010 foi um dos três anos mais quentes da história, com uma média de temperatura que empata com outros dois registros anteriores.

Segundo a agência, as temperaturas registradas no ano de 2010 equivalem às temperaturas registradas nos anos de 2005 e 1998.

Temperatura média global

Em 2010 a temperatura média global foi 0,53 graus acima da média registrada entre 1961 e 1990, que foi de 14 graus.

Este valor é 0,01 graus acima da temperatura nominal em 2005 e 0,02 graus acima da temperatura de 1998.

Mas a diferença entre os três anos é menor que a margem de incerteza (0,09 graus para cima ou para baixo), por isso, para a agência, não há uma diferença estatística significativa entre os três anos.

“Os dados de 2010 confirmam uma tendência significativa de aquecimento no longo prazo da Terra”, afirmou o secretário-geral da agência, Michel Jarraud. “Os dez anos mais quentes já registrados ocorreram todos desde 1998.”

Os dados para medir a temperatura média começaram a ser compilados em 1850, de acordo com a OMM.

Eventos extremamente quentes e extremamente frios

Segundo a OMM, 2010 “foi um ano excepcionalmente quente na maior parte da África e no sul e oeste da Ásia, na Groenlândia e na região ártica do Canadá, com muitas partes destas regiões tendo seus anos mais quentes já registrados.”

“A cobertura de gelo do mar do Ártico, em dezembro de 2010, esteve em seu nível mais baixo já registrado, com a extensão média mensal de 12 milhões de quilômetros quadrados, 1,35 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média registrada para dezembro entre 1979 e 2000”, afirma a agência da ONU.

As estatísticas usadas pela agência da ONU foram baseadas em dados levantados pelo Escritório Meteorológico Britânico Centro Hadley, pelo Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos e a Nasa, a agência espacial americana.

A OMM afirma também que 2010 foi marcado “por um alto número de eventos meteorológicos extremos, incluindo a onda de calor na Rússia e as enchentes devastadoras da época de monções no Paquistão”.

Mas houve também, em 2010, eventos extremos marcados pelas temperaturas baixas.

“Em grandes partes do norte e do oeste da Europa o frio foi fora do normal, com temperaturas médias mensais até dez graus mais baixas do que o normal em alguns locais na Noruega e Suécia. Muitos lugares na Escandinávia tiveram o mês de dezembro mais frio já registrado.”

“O mês de dezembro na região central da Inglaterra foi o mais frio desde 1890. Nevascas pesadas interromperam os transportes em muitas partes da Europa. Também foi mais frio do que a média em grandes partes da Federação Russa e no leste dos Estados Unidos, onde a neve também interrompeu os transportes.”

A declaração da agência também destaca que “dezembro de 2010 foi excepcionalmente quente no leste do Canadá e na Groenlândia”.

Comparações

Outros relatórios divulgados recentemente apresentaram resultados semelhantes ao estudo da ONU.

Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, 2010 registrou níveis de temperatura semelhantes aos de 2005. Os dois anos são considerados os recordistas em altas temperaturas.

O relatório americano diz ainda que 2010 foi o 34º ano consecutivo com temperaturas globais acima da média do século 20.

Já a medição do Centro de Pesquisa Climática Hadley, do Serviço Britânico de Meteorologia, concluiu que 2010 foi o segundo ano mais quente, com temperaturas pouco menores do que o de 1998.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ano-mais-quente-da-historia&id=010175110120&ebol=sim

2011 01 24

Você sabe o que é Radiação Cósmica de Fundo?

Imagem WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) da anisotropia da radiação cósmica de fundo. (Março de 2006)

Em Cosmologia, a radiação cósmica de fundo é uma forma de radiação eletromagnética prevista por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman em 1948 e descoberta em 1965 por Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories. Ela tem um espectro térmico de corpo negro com intensidade máxima na faixa de microondas. A radiação cósmica de fundo é, ao lado do afastamento das galáxias e da abundância de elementos leves, uma das mais fortes evidências observacionais do modelo do Big Bang de criação do universo.

Penzias e Wilson receberam o Nobel de Física em 1978 por essa descoberta.

A radiação cósmica de fundo é uma radiação eletromagnética que preenche todo o universo, cujo espectro é o de um corpo negro a uma temperatura de 2,725 kelvin. Ela tem uma freqüência de pico de 160,4 GHz, o que corresponde a um comprimento de onda de 1,9 mm. Ela é isotrópica até uma parte em 100 000: as variações de seu valor eficaz são de somente 18 µK.[2] O Far-Infrared Absolute Spectrophotometer (FIRAS), um instrumento no satélite COsmic Background Explorer (COBE) da NASA, mediu cuidadosamente o espectro da radiação cósmica de fundo, o que o tornou a medida mais precisa de um espectro de corpo negro de todos os tempos.[3]

A radiação cósmica de fundo é uma predição do da teoria do Big Bang. Segundo essa teoria, o universo inicial era composto de um plasma quente de fótons, elétrons e bárions. Os fótons interagiam constantemente com o plasma através do Efeito Compton. À medida que o universo se expandia, o desvio para o vermelho cosmológico fazia com que o plasma esfriasse até que fosse possível aos elétrons combinarem-se com os núcleos atômicos de hidrogênio e hélio para formarem átomos. Isso aconteceu por volta de 3000 K, ou quando o universo tinha aproximadamente 380 000 anos de idade (z=1088). Nesse momento, os fótons puderam começar a viajar livremente pelo espaço. Esse processo é chamado “recombinação”.

Os fótons continuaram a esfriar desde então, atingindo a temperatura de 2,7 K, e essa temperatura continuará a diminuir enquanto o universo continuar a se expandir. Assim, a radiação do espaço que se mede hoje é oriunda de uma superfície esférica, chamada superfície de última difusão, que representa a coleção de pontos no espaço (a cerca de 46 bilhões de anos-luz da Terra, ver universo observável) na qual ocorreu o processo de recombinação descrito acima, há 13,7 bilhões de anos, e cujos fótons chegam agora na Terra.

A teoria do Big Bang sugere que a radiação cósmica de fundo preenche todo o espaço observável, e que a maior parte da energia do universo está na radiação cósmica de fundo, que constitui uma fração de aproximadamente 5×10−5 da densidade total do universo.

Dois dos maiores sucessos da teoria do Big Bang são suas predições do seu espectro de corpo negro praticamente perfeito e sua detalhada predição das anisotropias na radiação cósmica de fundo. A recente sonda Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) mediu com precisão essas anisotropias através de todo o céu até escalas angulares de 0,2 graus. Elas podem ser utilizadas para estimar os parâmetros do modelo padrão Lambda-CDM do Big Bang. Algumas informações, como a forma do universo, podem ser obtidas diretamente da radiação cósmica de fundo, enquanto outras, como a constante de Hubble, não são óbvias e precisam ser inferidas de outras medidas.

A radiação cósmica de fundo foi predita por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman em 1948. Além disso, Alpher e Herman foram capazes de estimar a temperatura da radiação cósmica de fundo como sendo de 5 K. Apesar de que existissem diversas estimativas anteriores da temperatura do espaço, essas sofriam de diversos inconvenientes. Primeiramente, elas eram medidas da temperatura efetiva do espaço, e não sugeriam que o espaço fosse repleto com um espectro de Planck térmico; segundo, elas eram dependentes da nossa posição específica na beira da Via Láctea e não sugeriam que a radiação fosse isotrópica. Além disso, elas levariam a predições completamente diferentes se a Terra estivesse localizada em um outro lugar do Universo.

Os resultados de Gamov não foram amplamente discutidos. No entanto, eles foram redescobertos por Robert Dicke e Yakov Zel’dovich no início da década de 1960. Em 1964, isso incentivou David Todd Wilkinson e Peter Roll, colegas de Dicke na Universidade de Princeton, a começar a construção de um radiômetro Dicke a fim de medir a radiação cósmica de fundo. Em 1965, Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories perto de Holmdel, New Jersey, construíram um radiômetro Dicke que pretendiam utilizar para experiências de radioastronomia e comunicação via satélite. O instrumento deles tinha um ruído térmico excessivo de 3,5 K que eles não podiam explicar, e após diversos testes Penzias se deu finalmente conta que aquele ruído nada mais era do que a radiação cósmica de fundo predita por Gamov, Alpher e Herman e mais tarde por Dicke. Após receber um telefonema de Penzias, Dicke disse a famosa frase: “Gente, nos passaram para trás (Boys, we’ve been scooped)”.[ Uma reunião entre as equipes de Princeton e Holmdel determinou que o ruído da antena era devido efetivamente à radiação cósmica de fundo. Penzias e Wilson receberam o Prêmio Nobel de Física de 1978 pela descoberta.

A interpretação da radiação cósmica de fundo foi um assunto controverso nos anos 1960, com alguns defensores da teoria do estado estacionário argumentando que a radiação de fundo era o resultado da difusão de luz estelar de outras galáxias. Usando esse modelo, e baseando-se no estudo de características da linha de absorção no espectro de estrelas, o astrônomo Andrew McKellar escreveu em 1941: “Pode-se calcular que a temperatura rotacional do espaço interestelar é de 2 K.” No entanto, durante a década de 1970, o consenso foi estabelecido que a radiação cósmica de fundo é um resquício do Big Bang. Isso ocorreu principalmente porque novas medidas em uma gama de freqüências mostraram que o espectro era um espectro térmico, de corpo negro, um resultado que o modelo de estado estacionário foi incapaz de reproduzir.

Harrison, Peebles e Yu, e Zel’dovich deram-se conta que o universo primordial deveria ter heterogeneidades a nível de 10−4 ou 10−5. Rashid Sunyaev mais tarde calculou a marca observável que essas heterogeneidades teriam na radiação cósmica de fundo. Limites crescentes na anisotropia da radiação cósmica de fundo foram colocados através de experiências, mas a anisotropia foi detectada pela primeira vez pelo Differential Microwave Radiometer (Radiômetro de microondas diferencial) do satélite COBE.

Inspiradas pelos resultados obtidos pelo COBE, uma série de experiências de solo e baseadas em balões mediram as anisotropias da radiação cósmica de fundo em escalas angulares inferiores ao longo da década seguinte. O objetivo principal dessas experiências era medir a escala do primeiro pico acústico, que COBE não tinha resolução suficiente para resolver. O primeiro pico na anisotropia foi detectado por tentativas pela experiência Toco e o resultado foi confirmado pelos experimentos BOOMERanG e MAXIMA. Essas medidas demonstraram que o universo é plano e foram capazes de indicar a teoria de string cósmico como uma teoria de formação da estrutura cósmica, e sugeriram que a Inflação cósmica é a teoria correta de formação estrutural.

O segundo pico foi detectado por tentativas por diversas experiências antes de ser definitivamente detectado pelo WMAP, que também detectou por tentativas o terceiro pico. A polarização da radiação cósmica de fundo foi primeiramente descoberta pelo Degree Angular Scale Interferometer (DASI). Várias experiências para melhorar as medidas da polarização da radiação cósmica de fundo em pequenas escalas angulares estão em andamento. Estas incluem DASI, WMAP, BOOMERanG e o Cosmic Background Imager. Outras experiências incluem a sonda Planck, o Telescópio cosmológico de Atacama e o Telescópio do Polo Sul.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Radia%C3%A7%C3%A3o_c%C3%B3smica_de_fundo

2011 01 21